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Crítica

Anti-Herói Americano | Crítica

<i>Anti-herói americano</i>

Pedro Hunter
22.04.2004
00h00
Atualizada em
03.11.2016
18h01
Atualizada em 03.11.2016 às 18h01

Anti-herói americano
American Splendor

EUA, 2002
Drama - 100 min.

Direção: Shari Springer Berman, Robert Pulcini
Roteiro: Berman, Pulcini, Harvey Pekar (HQ)

Elenco: Paul Giamatti, Harvey Pekar, Hope Davis, Judah Friedlander, Joyce Brabner

Harvey Pekar era um arquivista em um hospital de Cleveland que vivia, em suas próprias palavras, uma vida ordinária. Até que, depois de conhecer o artista de quadrinhos alternativo Robert Crumb, teve a idéia de transformar sua vida em um gibi. Disso, veio a afamada HQ independente americana American splendor (inédita no Brasil), que deu a Pekar renome (ainda que não dinheiro...) e agora é transformada em um interessante filme.

Tal qual sua versão em quadrinhos, a película American splendor acompanha a vida de Pekar até o momento atual.

Anti-herói americano (American Splendor, de Shari Springer Berman e Robert Pulcini, 2002) ganhou em janeiro o grande prêmio do Júri no Festival de Sundance, na categoria melhor drama e conta a transformação de Pekar em escritor de quadrinhos e personalidade instantânea (cortesia de suas aparições no programa de David Letterman, algumas das quais mostradas na tela), sua luta contra o câncer e vários outros eventos. Sim, Pekar é uma pessoa comum (ainda que cheia de manias) e sua vida não tem mais eventos do que a da maioria das pessoas do mundo.

O charme da produção (e da HQ) é saber mostrar isso sem enfeitar a realidade ou tentar fazer o protagonista parecer mais simpático. Pekar mostra como é sua vida de forma clara e honesta. É fascinante, ainda que não venha a ser uma unanimidade entre os espectadores.

Chama a atenção o cuidado com que o elenco foi escolhido. Quase todos os atores são parecidos com suas contrapartes da vida real, em especial Paul Giamatti, que interpreta o próprio Harvey Pekar com precisão. A similaridade entre ambos é impressionante e pode ser conferida nos segmentos em que o verdadeiro quadrinhista, já bastante envelhecido, aparece na tela. Também são notáveis os atores que interpretam o amigo de Pekar, Toby Radloff (Judah Friedlander), e o cartunista Robert Crumb (James Urbaniak). Por outro lado, a atriz Hope Davis, que fez o papel da esposa de Pekar, embora competente, pareceu um tanto bonita demais para o papel, problema comum em produções hollywodianas..

Nota do Crítico
Bom