Enola Holmes 3 não traz muitas novidades, mas sabe história que quer contar
O terceiro filme da franquia estrelada por Millie Bobby Brown traz um novo mistério redondinho
Créditos da imagem: (Divulgação/Netflix)
Se você não se tornou fã das aventuras e investigações da irmã de Sherlock Holmes nos dois primeiros filmes da franquia, Enola Holmes 3 não é para você. O novo filme da saga estrelada por Millie Bobby Brown mantém exatamente a estrutura que fez dos anteriores um grande sucesso na Netflix, mas felizmente ainda encontra uma história para contar.
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Desta vez, vamos acompanhar Enola (Bobby Brown) após ser pedida em casamento por Tewkesbury (Louis Partridge). Ela tem certeza que o ama, mas começa a se questionar sobre seu futuro apenas como uma "esposa". Ela vai perder suas liberdades? Seu nome? Neste sentido, o roteiro de Jack Thorne e Nancy Springer desenvolve muito bem o debate.
Enola divide ótimos diálogos com Sherlock (Henry Cavill) e com sua própria mãe (Helena Bonham Carter) em relação ao tema e o longa deixa uma mensagem positiva para jovens assistindo em qualquer século. Como o próprio Louis Partridge nos disse em entrevista, Tewkesbury não é nada tóxico, e é ótimo ver essa representação masculina em tela em um filme tão popular entre os jovens.
Em meio a isso, também temos o surgimento de mais um mistério: o desaparecimento de Sherlock Holmes no dia do casamento de Enola. A investigação leva a um grande esquema de segredos e questões políticas entre Inglaterra e Malta, e tem um começo, meio e fim bem redondinhos apesar das conveniências de roteiro que colocam a protagonista sempre no lugar certo, na hora certa.
Se Enola Holmes mantém o frescor é provavelmente na direção. Pela primeira vez, um novo nome se juntou à franquia: Philip Barantini, diretor dos quatro episódios de Adolescência. O cineasta mantém um ótimo ritmo entre takes, e equilibra a ação com momentos emocionantes e as transições lúdicas que já são uma marca dos filmes.
Se Millie Bobby Brown costuma ser criticada por sua atuação – especialmente nos últimos anos de Stranger Things – talvez em Enola Holmes seja onde ela mais se sinta confortável. A atriz se solta no papel e entrega um bom humor nas narrações e quebras de quarta parede, mas é sabotada pelo visual. A peruca destoa tanto que parece ter um holofote para ela em todas as cenas e os figurinos deixam uma sensação ainda mais sufocante em meio à ação.
Enola Holmes 3 não é revolucionário – apesar de ter discursos surpreendentemente assim ao trazer a independência de Malta como um dos seus temas –, mas é aquela aventura eficiente para os fãs da franquia. Divertida, e com um mistério bem solucionado.
Enola Holmes 3
Enola Holmes 3
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