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Crítica

Dragon Ball Z - A Batalha dos Deuses | Crítica

Inocência e comédia sobrepõem a pancadaria no novo filme da série

Thiago Romariz
21.10.2014, às 12H30
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H36
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H36

Quando um novo filme de Dragon Ball foi anunciado, a notícia seguinte foi um conforto para os fãs do anime: Akira Toriyama, o criador da franquia, supervisionaria o projeto. Por mais que não tenha influenciado diretamente na produção, os toques do artista estão por toda parte. Mais do que ação e lutas épicas, Dragon Ball Z - A Batalha dos Deuses é um regresso à comédia descompromissada e inocente do mangá original.

goku

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Todos os personagens da fase Z estão lá, crescidos e com seus poderes estabelecidos. A fase GT, que tem pouco de Toriyama, é quase ignorada pelo filme - a história se passa após a fase Boo. Além de Goten, Trunks, Videl e Número 18, o filme traz figuras clássicas de Dragon Ball, como o imperador Pilaf, Shu e Mai.

A importância vital deste trio na história mostra quão ligado às origens é Batalha dos Deuses - as piadas infames relacionadas à idade e molecagem dos três beira ao nonsense. O mesmo pode-se dizer do papel central que tem Bulma, muito mais eficaz e sem noção do que nos episódios de Z.

O filme mostra o despertar de Bills, o Deus da Destruição, que acorda disposto a destruir o Saiyajin responsável pela morte de Freeza. Em seus sonhos, o vilão vislumbrou um Super Saiyajin Deus e então parte em busca desse mistério, desconhecido até mesmo pelos remanescentes da raça de Goku e Vegeta.

Apesar da sensação de grandiosidade do plot, a animação opta pela irreverência de seus personagens, a começar por Bills. Com um design de traços cômicos e vis, a divindade tem parte das melhores piadas do roteiro, ao lado de Wiss, seu companheiro. Por mais chula e vazia que pareça a motivação - e até mesmo os motivos que o levam ao desfecho - no cerne do 'gato roxo' está o poder ilimitado dos episódios Z e a infantilidade do anime original.

A falha de A Batalha dos Deuses está na destruição, nas lutas e na expectativa criada após tantos anos sem um combate digno da obra de Toriyama. A mistura de computação gráfica com os traços clássicos não decepciona, mas também não avança ou demonstra maior impacto - o embate não supera, por exemplo, o épico encontro entre Goku e Freeza. No quesito ação, este é um dos filmes mais fracos e incongruentes da saga, fato este fortalecido pelo título e trama propostos.

Até o terceiro ato, o filme é uma viagem aos anos 1980, às primeiras páginas do primórdio material de Toriyama, que como poucos uniu comédia, carisma e ação. Poucas coisas são mais Dragon Ball do que ver Goku brincar com a própria saudação, Bulma desdenhar de um deus ou Shen-Long ser intimidado. A dublagem fiel e a leveza com que aborda suas marcas registradas, faz a A Batalha dos Deuses se tornar um tributo aos fãs mais velhos, ávidos por uma nostalgia que se perdeu até mesmo em Dragon Ball Z.

Nota do Crítico
Bom
Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses
Dragon Ball Z: Battle of Gods
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Dragon Ball Z: Battle of Gods

Ano: 2013

País: Japão

Classificação: 10 anos

Duração: 85 min min

Direção: Masahiro Hosoda

Elenco: Masako Nozawa, Toshio Furukawa, Kôichi Yamadera, Masakazu Morita, Shôko Nakagawa, Jôji Yanami, Kenji Utsumi, Mayumi Tanaka, Tōru Furuya, Hikaru Midorikawa, Kōzō Shioya, Shigeru Chiba, Hiromi Tsuru, Tesshō Genda, Takeshi Kusao, Unshō Ishizuka, Aya Hirano, Miki Itō, Naoko Watanabe, Yôko Kawanami, Ryūzaburō Ōtomo, Yūko Minaguchi, Ryō Horikawa

Onde assistir:
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