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Crítica

Dia de Treinamento | Crítica

Além de excelentes atuações, o longa não tem muito mais a oferecer

Marcelo Forlani
14.03.2002
00h00
Atualizada em
21.09.2014
13h12
Atualizada em 21.09.2014 às 13h12

Mais uma vez, Denzel Washington (Dia de treinamento – Training Day) é indicado para o Oscar de Melhor Ator. Mais uma vez, por méritos. Mais uma vez, ele não deve ser o vencedor. Russell Crowe (Uma mente brilhante – A Beautiful Mind), continua sendo o queridinho de Hollywood e é de novo o grande favorito, mas Sean Penn (Uma lição de vida - I am Sam) pode surpreender.

Se a boa atuação de apenas um ator não é o suficiente para te fazer sair da frente do micro ou da TV e ir ao cinema, então fique sabendo que Ethan Hawke também dá um show e foi igualmente indicado ao prêmio da Academia Americana de Artes, mas na categoria Ator Coadjuvante.

Além destas qualidades, Dia de treinamento não tem muito a oferecer. A história do primeiro dia do novato Jake Hoyt (Hawke) sob a tutela do condecorado detetive Alonzo Harris (Washington) já não é mais novidade para ninguém. Filmes excelentes como Se7en (1995) já abordaram o assunto.

O diferencial destas vinte e quatro horas inaugurais de Hoyt é que seu novo chefe vai lhe ensinar muito mais do que prender traficantes de drogas. A primeira lição acontece “fumando um”. Alonzo está há muito tempo trabalhando neste meio e sabe, mais do que qualquer um, como e onde ir para conseguir o que quer. E é neste jogo de ensinamentos, armadilhas e uma boa dose de testosterona que o jovem e idealista tira vai ter de aprender por bem ou por mal o que é bom ou mau.

Nota do Crítico
Bom