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Desconhecido | Crítica

Sucesso de Busca Implacável leva Liam Neeson a novo thriller de ação

Marcelo Forlani
24.02.2011, às 18H21
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 14H16
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 14H16

O norte-irlandês Liam Neeson vem trabalhando em Hollywood desde o início dos anos 1980. Mas mesmo com os elogios que recebe dos críticos e do público, ele nunca foi um ator que chamasse mais a atenção do que o filme que estrelava. Nem mesmo depois de ter sido indicado ao Oscar por A Lista de Schindler ele estampou os cartazes de grandes blockbusters com seu nome acima do título do longa. Assim continuou levando sua carreira entre papeis secundários que roubavam a cena em filmes grandiosos (Star Wars: Episódio I, Batman Begins) e protagonizações em produções de menor escala.

Até que veio Busca Implacável, filme francês que rodou o mundo sem muito alarde antes de ser exibido nos Estados Unidos. E aí está a surpresa: o filme estreou em primeiro lugar, arrecadando quase 25 milhões de dólares por lá e continou lucrando alto nas semanas seguintes, transformando-se em um fenômeno a ponto de já ter uma continuação garantida e até a possibilidade de virar uma série de TV.

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E o sucesso rendeu também para a carreira do ator, que coprotagonizou Esquadrão Classe A e agora estrela o suspense Desconhecido (Unknown, 2011). E assim, aos 58 anos, Liam Neeson vira um herói de thrillers de ação. E dos bons.

No filme dirigido pelo espanhol Jaume Collet-Serra (A Órfã), Neeson começa a história aterrisando em Berlim ao lado da esposa, como Dr. Martin Harris e Elizabeth Harris (January Jones). Porém, apenas alguns minutos depois de passar na imigração e ser apresentado à capital alemã em lindas cenas de cartões postais berlinenses, ele sofre um acidente. Quando sai do coma descobre que tem um outro Dr. Martin Harris hospedado no seu hotel e desfilando com sua esposa. Começa então sua corrida contra o tempo e contra todos os fatos, que o apontam como uma farsa.

A trama poderia se utilizar mais do aspecto psicológico da falta de memória do cientista americano e possíveis devaneios, colocando em xeque sua sanidade, mas prefere se mostrar como um filme de ação. Por isso, segure-se na cadeira pois o que não falta são perseguições, tiroteios e até desfiles de espiões que sobreviveram à Guerra Fria.

Entre as várias incongruências do texto está o inexplicável interesse de Gina (Diane Kruger) em ajudá-lo. Como imigrante vivendo ilegalmente no país, a lógica diria que ela deveria se manter afastada de toda essa confusão, mas lá está ela enfrentando tudo isso ao lado do cara que nunca havia visto antes. Ao menos a personagem acaba se mostrando mais interessante do que a esposa vivida por January Jones de forma tão monocromática quanto sua alva pele. Betty Draper merecia mais.

Comparar o filme com outros thrillers de ação seria algo fácil, mas também carregado de spoilers sobre o desfecho, que guarda, sim, algumas surpresas. Porém, quando Desconhecido resolve mostrar sua reviravolta, ela já não convence mais. A esta altura, o público já foi maltratado pelo excesso de explicações menores e o motivo que realmente interessa (por que existe aquele conflito entre eles?) chega sem convencer. No fim das contas, o filme serve apenas para mostrar a boa forma de Liam Neeson, que está cada vez mais conhecido e reconhecido.

Desconhecido
Unknown
Desconhecido
Unknown

Ano: 2011

País: EUA, Inglaterra

Classificação: 14 anos

Duração: 113 min

Direção: Jaume Collet-Serra

Elenco: Liam Neeson, Diane Kruger, January Jones, Aidan Quinn, Bruno Ganz, Frank Langella, Sebastian Koch, Olivier Schneider, Stipe Erceg, Rainer Bock, Mido Hamada, Clint Dyer, Karl Markovics, Eva Löbau, Helen Wiebensohn, Adnan Maral, Merle Wiebensohn, Torsten Michaelis

Nota do Crítico
Regular

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