DC Liga dos SuperPets

Créditos da imagem: Warner Bros./Divulgação

Filmes

Crítica

DC Liga dos SuperPets transforma trama básica em fonte de diversão e fofura

Animação conquista com personagens carismáticos e homenagens à história da DC nos cinemas

Omelete
3 min de leitura
28.07.2022, às 18H09

Quando DC Liga dos SuperPets foi anunciado, a expectativa para o filme era relativamente baixa. Num calendário de lançamentos que apela para o fã, incluindo filmes como Adão Negro, Shazam! Fúria dos Deuses, Batgirl, Aquaman and the Lost Kingdom, é como se a animação infantil não dissesse respeito aos mais crescidos. Contrariando as preconcepções, o filme apresenta uma história que, embora não seja das mais criativas, pode conquistar um público maior com sua atmosfera fofa e despretensiosa.

Narrativamente, a animação, escrita pela dupla Jared Stern e John Whittington, de LEGO Batman, não traz nada de novo. Depois de sermos apresentados à forte amizade entre Krypto (dublado por Dwayne Johnson na versão original e por Marcelo Garcia em português) e Superman (John Krasinski/Guilherme Briggs), vemos os dois serem separados após Lulu (Kate McKinnon/Angélica Borges), uma porquinha-da-Índia maligna que consegue poderes de telecinese, derrotar e sequestrar o Azulão. Envenenado por kryptonita, o Cachorro de Aço perde seus poderes e precisa recrutar a ajuda do cachorro Ace (Kevin Hart/Duda Espinoza), da porca PB (Vanessa Beyer/Priscilla Alcântara), do esquilo Chip (Diego Luna/Marco Luque) e da tartaruga Mirtes (Natasha Lyonne/Ilka Pinheiro), animais que viviam no mesmo abrigo que a vilã roedora e que, por sorte, acabaram desenvolvendo seus próprios poderes. Juntos, os membros da recém-formada Liga dos SuperPets passam pela trama tradicional de “heróis aprendendo a trabalhar juntos”.

Por mais batida que a história pareça, o roteiro de Stern (que ainda divide a direção com Sam Levine) e Whittington consegue criar momentos genuínos de emoção, especialmente entre Krypto e Ace. Diferentemente do que acontece em outras parcerias de Johnson e Hart, o repetitivo tropo dos rivais que viram amigos dá lugar a uma conexão baseada no carinho pelo restante dos superanimais, que evolui rapidamente para uma amizade crível.

Esse foco nos cães, no entanto, acaba sacrificando o desenvolvimento dos outros pets, cujos problemas emocionais - e até físicos - são resolvidos com falas soltas e rasas que superestimam a capacidade da suspensão de descrença do público. De uma hora para outra, lealdades são invertidas, conflitos são esquecidos e os bichinhos dominam seus poderes recém-descobertos a tempo de se unirem à Liga (humana) da Justiça. Essa pressa afeta o impacto do terceiro ato, que se desenrola de forma genérica e insatisfatória.

Há, por outro lado, um esforço real em honrar a tradição da DC e de seus personagens nos cinemas. A trilha sonora, por exemplo, traz trechos das composições clássicas de John Williams, Danny Elfman e Hans Zimmer para os longas do Superman, Batman e Mulher-Maravilha, respectivamente. A versão brasileira, aliás, traz vozes de Guilherme Briggs, Duda Ribeiro, Flávia Saddy, Eduardo Borgerth, Taís Feijó e Clécio Souto, já consagrados como os dubladores da Liga da Justiça, dando a DC Liga dos SuperPets uma atmosfera familiar que dialoga com a fofura da produção.

Divertido, DC Liga dos SuperPets pode até não trazer nada de novo - seja para o gênero de super-heróis ou para o formato de animação -, mas entrega uma sessão pipoca gostosa e que merece ser conferida, especialmente por quem busca um entretenimento despretensioso para passar a tarde.

DC Liga dos SuperPets
DC League of Super-Pets
DC Liga dos SuperPets
DC League of Super-Pets

Ano: 2022

País: Estados Unidos

Classificação: LIVRE

Duração: 106 min

Direção: Sam Levine, Jared Stern

Roteiro: John Whittington, Jared Stern

Nota do Crítico
Bom

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