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Crítica

Crítica: Terror na Antártida

Nem Kate Beckinsale salva filme da geladeira

Marcelo Forlani
01.10.2009, às 17H00
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 13H53
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 13H53

O Rotten Tomatoes, site que compila críticas de filmes e diz baseado nelas se um filme é bom ou não, publicou recentemente uma lista com os 100 piores filmes da última década. Em centésimo lugar está Terror na Antártida (Whiteout), acompanhado do seguinte consenso entre os críticos: "Kate Beckinsale está adorável como sempre, e faz o que pode com o que tem em mãos, mas a falta de ritmo e o nada inspirado argumento deixam Terror na Antártida no frio."

Eu poderia dizer que não é nada disso, que o filme é ótimo e adapta com maestria a HQ independente criada por Greg Rucka e Steve Lieber. Mas seria mentira. Os quadrinhos têm bom ritmo, ótimo desenvolvimento de personagens, uma trama muito mais complexa e criam um forte clima de tensão, além de conseguirem de forma muito mais feliz do que o filme retratar a tal brancura total do título em inglês.

Terror na Antártida

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O pior caso da falta de preparo do roteiro é a aparição de Gabriel Match como um investigador enviado pela ONU para ajudar a descobrir quem está por trás do primeiro caso de assassinato da Antártida. O tal cadáver foi achado no meio do nada, perfurado por equipamento de escalar geleiras. E essa é a única pista. Ao descobrir que ele fazia parte de um grupo de geólogos, a agente federal dos Estados Unidos Carrie Stetko (Kate Beckinsale) decide ir até a base onde eles trabalhavam. Lá, é atacada por alguém todo encapotado e com uma pontiaguda picareta de escalar montanhas. Acaba apagando depois de uma fuga e quando acorda, o tal cara da ONU está ali para ajudar. Sério mesmo que você confiaria num cara que misteriosamente aparecesse na Antártida poucas horas depois de um assassinato e nem daria um Google ou ligaria para os seus superiores para verificar o passado do cidadão?

Furos de roteiro à parte, as cenas de ação também não convencem. Aliás, mal dá para ver o que está acontecendo. Se no começo do filme o Dr. John Fury (Tom Skerritt) está ensinando aos novatos que durante a nevasca você não consegue enxergar um palmo diante da sua máscara, por que as cenas não foram filmadas em primeira pessoa, dando ao espectador justamente a noção dessa cegueira-branca?

Resumindo, só há uma coisa que vale uma menção positiva: no começo do filme, a agente chega à base e vai andando até o seu quarto. Lá, começa a tirar as várias camadas de roupas que tem de usar para aguentar a temperatuda que chega facilmente a -50º C. De calcinha e soutien, ela vai caminhando até o chuveiro, e rola até uma leve inclanadinha para frente na hora de abrir a ducha. Não fosse essa cena, certamente ele estaria ainda pior qualificado na tal lista dos 100 piores filmes da última década.

Terror na Antártida
Whiteout
Terror na Antártida
Whiteout

Ano: 2009

País: EUA

Classificação: 16 anos

Duração: 96 min

Direção: Dominic Sena

Elenco: Kate Beckinsale, Gabriel Macht, Tom Skerritt, Columbus Short, Shawn Doyle, Alex O'Loughlin, Joel S. Keller, Jesse Todd, Arthur Holden, Erin Hickock, Bashar Rahal, Julian Cain, Dennis Keiffer, Andrei Runtso, Roman Varshavsky

Nota do Crítico
Ruim

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