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Crítica

Crítica: Resident Evil: Apocalipse

Resident Evil: Apocalipse

Érico Borgo
07.10.2004
00h00
Atualizada em
04.11.2016
01h59
Atualizada em 04.11.2016 às 01h59

Resident Evil: Apocalipse
Resident Evil: Apocalypse
EUA, 2004
Ação/Terror - 94 min.

Direção: Alexander Witt
Roteiro: Paul W.S. Anderson

Elenco: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Oded Fehr, Thomas Kretschmann, Sophie Vavasseur,
Ashford Razaaq Adoti, Jared Harris, Mike Epps, Sandrine Holt, Matthew G. Taylor

Antes de falar de Resident Evil: Apocalipse (Resident Evil: Apocalypse, 2004), um aviso importante: tenho um fraco por garotas de minissaia armadas até os dentes e também por filmes de zumbis. Quando as garotas armadas estão matando zumbis então... melhor ainda. Assim, se esses dois temas não fazem a sua cabeça, evite o filme com todas as forças. Sério! Esclarecido isso, vamos à resenha!

Filmes baseados em games sempre enfrentam pedradas dos críticos. Inclusive nossas. E não é sem razão. Até hoje, ninguém conseguiu transportar para as telas a emoção dos jogos eletrônicos nos quais os filmes se inspiram. Por outro lado, Paul W. S. Anderson é o cineasta que chegou mais perto. Ele dirigiu o primeiro Resident Evil e também Mortal Kombat, que tornaram-se os exemplares mais interessantes do gênero. Seu fascínio por esse tipo de produção é óbvio e ele certamente teria dirigido também Resident Evil: Apocalipse, não fosse o trabalho em Alien X Predador. Assim, Anderson optou apenas por escrever e produzir a nova aventura, deixando a direção para Alexander Witt.

A decisão foi acertadíssima. Witt é conhecido em Hollywood por dirigir cenas de ação para outros diretores Trabalhou, por exemplo, em Piratas do Caribe, Demolidor, A identidade Bourne e Uma saída de mestre, para citar só alguns. Seu estilo é extremamente ágil, cheio de sobressaltos (prepare-se para pular umas 20 vezes da cadeira durante o filme com os sustos) e carregadíssimo de ação vertiginosa. Um policial voando de um helicóptero disparando duas armas ao mesmo tempo e uma descida de um prédio pela protagonista correndo verticalmente estão entre os momentos mais memoráveis da aventura.

Garotas de minissaia com metralhadoras

Apocalipse começa exatamente do ponto em que o primeiro filme parou. Alice (Milla Jovovich) foge do laboratório subterrâneo da Corporação Umbrella e descobre que seu corpo foi alterado geneticamente com o mesmo vírus que reanima os mortos, que agora vagam famintos (vida longa aos mortos famintos!!!) por Racoon City.

Enquanto isso, os habitantes da cidade descobrem que a Umbrella, alegando perigo biológico, fechou todas as saídas dali, prendendo-os com as terríveis criaturas. Assim, um grupo de sobreviventes liderados pelos policias Jill Valentine (Sienna Guillory, vivendo a personagem mais famosa dos games) e Carlos Oliviera (Oded Fehr) começa a correr contra o tempo para encontrar um meio de fuga.

Alice se junta ao grupo e juntos descobrem uma maneira de escapar. No entanto, a Umbrella está aproveitando o caos para testar suas duas novas máquinas de guerra: o altamente preparado assassino mutante Nemesis e a própria Alice, que agora é capaz de incríveis peripécias sobrehumanas.

Junte a tudo isso um novo monstro dos games - o famoso linguarudo "licker" -, novas matilhas de cachorros zumbis, música altíssima, minissaias e metralhadoras do tamanho de braços que você terá uma boa idéia do filme. Enfim, desligue seu pager, seu celular e seu cérebro e bom divertimento!

Nota do Crítico
Bom