Filmes

Crítica

Crítica: O Fim da Escuridão

Mel Gibson está de volta e continua procurando por vingança

Marcelo Forlani
28.01.2010
18h00
Atualizada em
21.09.2014
13h57
Atualizada em 21.09.2014 às 13h57

Responda rápido: Qual o último filme que você viu protagonizado pelo Mel Gibson?

Se você ainda está pensando é porque não se lembra. E a culpa não é sua. Depois que estrelou Sinais (Signs, 2002), ele deixou de lado a atuação e foi para trás das câmeras, onde fez o polêmico e rentável A Paixão de Cristo e o bom, mas não tão rentável Apocalypto.

O Fim da Escuridão

None

O Fim da Escuridão

None

Agora, passados quase oito anos, ele está de volta. E mais uma vez encarna um personagem que anda no limite entre o certo e o errado, agindo por sua própria conta e risco baseado em suas crenças pessoais. Em O Fim da Escuridão (Edge of Darkness, 2010), Thomas Craven (Gibson) é um policial do departamento de homicídios de Boston. Viúvo, ele está feliz em receber uma visita de sua única filha, a recém-formada pelo MIT Emma (Bojana Novakovic), que está de folga do seu estágio.

No caminho para casa um momento chave: a menina começa a passar mal. Quando eles estão saindo em direção a um hospital, um furgão para na frente da casa. De lá vêm um um grito - "CRAVEN" - e um único tiro, que acerta Emma. Quais os motivos que levaram ao assassinato? Quem ia querer Craven morto? Disposto a vingar a morte da filha, Thomas começa a sua investigação paralela. E do seu jeito.

Estou tentando revelar o mínimo possível sobre a trama deste thriller, mas esse meu cuidado não foi compartilhado pelos roteiristas, que desde o começo dão mais pistas do que deveriam. Na ânsia de transformar as seis horas da premiada minissérie inglesa que deu origem ao filme em duas horas, o que era um poderoso suspense cheio de intrigas envolvendo conglomerados gigantes e política vira um filme de vingança.

O longa só se destaca da média porque conta com uma competente equipe técnica liderada pelo diretor Martin Campbell (Cassino Royale) e, principalmente, pela forte presença de Gibson, que só melhora quando ele divide a tela com Ray Winston no papel de um inglês de fala mansa contratado para "limpar a sujeira" antes que ela se espalhe ainda mais.

Não entenda errado. O Fim da Escuridão não é um mau filme. Mas perde pontos importantíssimos por tudo o que poderia ter sido. E quem cresceu durante os anos 1980 vai entender melhor do que ninguém a seguinte frase: é difícil falar de mal de um filme do Mel Gibson. Essa pode não ser uma volta triunfal do "Mad Mel", mas é uma volta. E é isso o que importa agora.

Nota do Crítico
Bom