Filmes

Crítica

Crítica: Heróis

Superpoderes em ambientação realista

Érico Borgo
28.05.2009
17h00
Atualizada em
02.11.2016
09h08
Atualizada em 02.11.2016 às 09h08

O título nacional do filme Push, Heróis, não poderia ser mais condizente com o teor da produção. Afinal, trata-se de uma mistura de aventura e suspense que lembra bastante o universo da série televisiva Heroes - e, como o programa, ecoa também a trilogia X-Men.

Mas filmes de super-heróis não são a única inspiração do longa. A construção de um universo intrigante e misterioso traz à mente Matrix com seus agentes, grupos de resistência e segredos escondidos da população. Já a câmera e soluções visuais criadas pelo diretor Paul McGuigan (Xeque Mate) são obviamente inspiradas na trilogia Bourne. Desse último vem especialmente a atmosfera urbana e cheia de viva, obtida com a ajuda de câmeras escondidas e filmagens frenéticas e bem fotografadas em locações reais em Hong Kong, sem que as pessoas ao redor soubessem que estava sendo rodado um filme ali.

Heróis Push

None

Heróis Push

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No universo de heróis há vários tipos de superpoderes. Há os "pushers", capazes de distorcer memórias; os "movers", que movem objetos com a mente; os "watchers", que vêem o futuro; os "seekers", capazes de encontrar qualquer um; os "bleeders", com seus gritos sônicos, os curandeiros "stitchers"... entre outros. A trama acompanha Nick (Chris Evans, o Tocha Humana dos filmes do Quarteto Fantástico), um "mover" fracassado escondido na China que recebe a visita da jovem Cassie (Dakota Fanning). Ela precisa da ajuda dele para encontrar uma misteriosa "pusher" (Camilla Belle) que pode ser a chave para o futuro de todos. No encalço do trio está um poderoso agente vivido por Djimon Hounsou.

A mistureba funciona a contento na maior parte do filme, mas a trama tem seus escorregões e exageros, que ferem o resultado final. Em especial, alguns poderes bastante exagerados, como o dos "shifters", capazes de transformar objetos em outras coisas durante um curto período de tempo. Apesar do personagem de Cliff Curtis roubar suas cenas, o poder é uma invencionice que exige suspensão de descrença demais pra funcionar. Como ele é crucial para o plot, fica a impressão de que alguma coisa não encaixou direito.

Além disso, apesar do frenesi das cenas de ação, o miolo perde ritmo e as explicações se estendem além do necessário. Quando o filme volta a correr, o faz num daqueles planos de ação superelaborados que parecem até interessantes na telona, mas não fazem o menor sentido quando você pensa no que acabou de ver.

De qualquer maneira, com a critividade compensando o baixo orçamento, Heróis vale uma visita dos fãs do gênero.

Saiba onde o filme está passando

Heróis
Push
Heróis
Push

Ano: 2009

País: EUA

Classificação: 14 anos

Duração: 111 min

Direção: José Alvarenga Jr., Wilton Franco

Roteiro: Renato Aragão

Elenco: Renato Aragão, Angélica Ksyvickis, Dedé Santana, Mussum, Zacarias, Luma de Oliveira, Geraldo Del Rey, Afonso Nigro, Paulo Figueiredo, Carlos Koppa, Telma Reston

Nota do Crítico
Bom

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