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Crítica

Crítica: Garota Infernal

Megan Fox e roteirista Diablo Cody não botam medo, mas podem render algumas risadas

Marcelo Forlani
22.10.2009
16h00
Atualizada em
21.09.2014
13h54
Atualizada em 21.09.2014 às 13h54

Megan Fox é a "it girl", a garota da vez. Isso faria de Diablo Cody a "it woman"? As duas ficaram conhecidas na mesma época. A primeira por aparecer - e roubar a cena - em Transformers. A outra por trocar a profissão de stripper pela de roteirista ganhadora do Oscar de Melhor Roteiro Original por Juno. Pois as duas estão juntas agora em Garota Infernal (Jennifer's Body, 2009), um terror adolescente com pitadas de comédia e punhados de sexualidade.

Mas não vá se empolgando muito ainda. Se tudo o que você sabe sobre o projeto é que Megan Fox foi fotografada saindo pelada de um lago, é melhor ir se acalmando, pois aquelas imagens não estão no filme. A cena em questão mostra Jennifer (Fox) nadando nua, mas tudo bem de longe, evidenciando apenas seus contornos. Aliás, o que a srta. Fox mais faz neste filme é insinuar, desde a primeira sequência, em que ela está na sua cama, de shortinhos minúsculo e decote generoso. Nada como ter 23 anos e o superpoder de desafiar a gravidade.

Garota Infernal

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No filme, Jennifer desponta como a líder de torcida desejada e conhecida por todos da sua pequena cidade. Ela sabe que é gostosa e agora quer se aventurar com os caras da "cidade grande". A oportunidade perfeita acontece quando um grupo de rock vai tocar por lá. Lápis no olho, franja na cara e uma música chiclete para embalar a galera. Jennifer fica hipnotizada pelo vocalista (Adam Brody) e mal consegue reagir quando o lugar começa a pegar fogo. Lá fora, depois de ser salva pela sua melhor amiga, Needy (Amanda Seyfried), a morena ainda não sabe o que fazer e é facilmente levada para a van do grupo, para o desespero da amiga.

O que acontece depois disso, o público só vai ver depois, mas como é algo que estava em todas as sinopses vale contar: (sim, Spoilers adiante) Jennifer é levada para o meio da floresta, onde é oferecida em um ritual satânico. Porém, o que a banda não sabe é que a moça não é virgem há muito tempo e por isso nem tudo sai conforme o planejado. O demônio se apossa, então, do corpo de Jennifer, que fica ainda mais linda e, literalmente, poderosa. Mas isso só dura enquanto ela está com o tanque cheio de sangue. Se ela fica muito tempo sem comer alguém, sua pele e cabelos começam a ficar secos e seu humor... bom, imagine algo como um demônio na TPM.

Garota Infernal segue algumas regras dos filmes de terror com adolescentes, em que sexo e morte estão intimamente ligados. Mas é nos diálogos afiados e cheios de referências pop escritos por Diablo Cody que ele se diferencia. Nada como ouvir um roqueiro satanista perguntando para o outro: "Você quer ser um grande perdedor ou quer ser rico e impressionante como o Maroon 5?"

Além disso, o filme conta com músicas moderninhas, que devem agradar ao público jovem, e a cena que deve ficar na memória de muita gente: o beijo entre Jennifer e Needy. De resto, é um terror que não mete medo; uma lenda sobre duas BFFs que acabam seguindo caminhos opostos. Enfim, não é um "it movie". 

Nota do Crítico
Bom