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Crítica

Crítica: Como Cães e Gatos II - A Vingança de Kitty Galore

Animais falantes perdem a graça

Marcelo Forlani
02.09.2010
16h43
Atualizada em
06.11.2016
04h11
Atualizada em 06.11.2016 às 04h11

Atenção para a notícia bombástica que vou revelar agora: eu não vi Como Cães e Gatos! Mas, mesmo assim, entrei bravamente na sala de cinema para ver Como Cães e Gatos II - A Vingança de Kitty Galore (Cats & Dogs: The Revenge of Kitty Galore, 2010), sem saber se a tal Kitty Galore do título já estava no primeiro filme e só agora, 9 anos depois, decidiu se vingar.

Bom, como é um filme voltado ao público infantil, as explicações são bem claras (até demais) e logo descobri que a gata pelada sofreu um acidente (parecido com o do Coringa) e agora trama um plano para acabar com a parceria entre cães e humanos e dominar o planeta. [pausa para esfregar as mãos e soltar uma gargalhada diabólica].

Como Cães e Gatos II - A Vingança de Kitty Galore

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Como Cães e Gatos II - A Vingança de Kitty Galore

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Contra ameaças deste nível, os caninos têm uma agência secreta e logo começam a investigação para detê-la. Quem vai liderar a missão é o veterano Butch, acompanhado do novato Diggs, um pastor alemão que quer fazer o bem, mas com seu jeito de agir primeiro e latir depois acaba mais atrapalhando do que ajudando. Juntam-se a eles a gatinha Catherine, que faz parte da agência secreta dos gatos, e o atrapalhado e tagarela pombo Seamus, que foi usado de laranja no plano de Kitty Galore e agora corre risco de perder suas penas.

Desde os créditos de abertura entendemos que o filme é uma homenagem ao mundo de 007. Mas daí vem a pergunta, quantas das crianças que vão ao cinema ver este filme entenderão os dentes de metal do lacaio de Kitty Galore, alusão ao Jaws, vilão de O Espião que me Amava, de 1977? Tudo bem, você pode dizer que este é um ótimo motivo para o pai ensinar isso ao filho, mas e a cena em que gatos aparecem todos "chapados", os pais também vão parar para ensinar às crianças os efeitos de "ervas naturais"?

Ah, mas as crianças vão ao cinema para mergulhar no mundo do 3-D, se divertir com a ação e comédia e, principalmente ver os animais falantes, alguém poderia defender. No que eu logo digo: o 3-D não tem nada de mais, a ação se limita a poucas cenas, não há graça nas piadas e os animais falantes ou são animatrônicos muito discarados ou computação gráfica ultrapassada. Mesmo com todos aqueles pelos, fica visível a dureza dos bichos. São claramente robôs controlados por humanos, o que quebra toda a magia de ter animais falantes.

A única coisa boa é que apesar dos custos mais altos (85 milhões de dólares contra 60 milhões do original), Como Cães e Gatos II: A Vingança de Kitty Galore arrecadou menos da metade do filme que lhe deu origem (85 milhões contra 200 milhões nas bilheterias do mundo todo). Pela dura matemática hollywoodiana, um fracasso. Mas isso não quer dizer que a disputa entreas duas raças tenha terminado ainda. Porque seguindo a lógica omelética das franquias, quem teria que ver a terceira parte dessa aventura seria eu de novo.

Nota do Crítico
Ruim