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Crítica

Crítica: Alvin e os Esquilos II

Prepare-se para o High "Schilo" Musical

Érico Borgo
07.01.2010
19h00
Atualizada em
12.07.2017
17h03
Atualizada em 12.07.2017 às 17h03

Com o caminhão de dinheiro que o primeiro filme gerou, até que os dois anos que separaram Alvin e os Esquilos de sua continuação foram um tempo considerável. Afinal, o roteiro segue pré-digerido, o design de produção não teve inovações além de versões femininas dos roedores e a diretora Betty Thomas, na geladeira desde que cometeu Todas Contra John, não tinha nada melhor pra fazer mesmo.

Na trama, Alvin e seus irmãos são forçados a deixar os palcos depois que Dave se acidenta e decide mandá-los para a escola. Lá, entram em um concurso musical - mas concorrem com uma atração descoberta por seu antigo empresário: as Esquiletes.

Alvin

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Alvin

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Se você viu o primeiro, sabe muito bem o que lhe espera: bichinhos flatulentos destruidores, lições de moral e músicas da moda na irritante entonação dos esquilos (e esquilas). Com o agravante que, desta vez, você ainda tem que aturar Britney, a principal esquilo fêmea, dançando com as patinhas a la Beyoncé/Britney e ensinando as menininhas a cartilha das peruas ao som de "Single Ladies (put a Ring On It)" e outros hits.

Alvin e os Equilos II(Alvin and the Chipmunks: The Squeakquel) consegue ser pior que o original. Não contente desta vez em emular outros filmes infantis, agora parte para o terreno tween, juntando ao grude as competições de High School Musical. Além disso, limita o tempo de tela de Jason Lee, o único alívio do original. Provavelmente para manter os custos, deixaram o personagem Dave em pouquíssimas cenas, trocando-o por Toby (Zachary Levi, o Chuck da TV), que basicamente tem a mesma função do antecessor - tentar controlar os esquilos e sofrer no processo.

Não satisfeito com sua mediocridade, o roteiro de Jon Vitti, Jonathan Aibel e
Glenn Berger
ainda tenta encaixar nos diálogos algumas referências adultas. Mas o faz com clichês vergonhosos e empregados uma centena de vezes a mais do que o suportável no cinema. Ou alguém aguenta mais piadas com frases de Apocalipse Now, Taxi Driver ou Silêncio dos Inocentes?

Ainda aqui? O filme termina ao som de "We Are Family" - provavelmente a música mais manjada da história das trilhas sonoras. E a pièce de résistance: os créditos homenageiam (pasme) Se Beber Não Case!!! A mesma música ("You Spin Me Round") embala os momentos finais enquanto são mostradas "fotos" dos esquilos e esquiletes, tudo igualzinho à comédia-sensação de 2009. É intencional, portanto, forçar a lembrança do longa de Todd Phillips e seu safadíssimo desfecho - que tem até foto de um dos personagens recebendo uma felação. Nada mais apropriado para se pensar durante uma sessão de filme infantil...

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Nota do Crítico
Ruim