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Crítica

Compramos um Zoológico | Crítica

Matt Damon e Scarlett Johansson amenizam a mesmice do "feel good movie" de Cameron Crowe

Carina Toledo
22.12.2011
20h00
Atualizada em
21.09.2014
14h32
Atualizada em 21.09.2014 às 14h32

Em Compramos um Zoológico (We Bought a Zoo, 2011), o diretor Cameron Crowe (Quase Famosos) retoma uma temática que permeia vários de seus filmes: dar um salto às cegas, "se jogar", arriscar tudo por uma oportunidade que pode mudar sua vida.

Compramos um Zoologico

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O filme é uma adaptação do livro de memórias homônimo de Benjamin Mee. Aqui, Matt Damon vive o jornalista que tenta lidar com a morte da esposa e cuidar de seus dois filhos, a adorável Rosie (Maggie Elizabeth Jones), de sete anos, e o adolescente rebelde Dylan (Colin Ford). Quando seu filho mais velho começa a dar muitos problemas no colégio e acaba sendo expulso, Mee percebe que a família precisa de uma vida nova e resolve apostar tudo em um zoológico desativado, para a alegria total de Rosie e a repulsa de Dylan.

Mee não tem muito conhecimento sobre animais e mal sabe no que está se metendo ao gastar todas as suas economias na propriedade. Por sorte, o zoológico vem sendo mantido por uma equipe de apaixonados, liderados por Kelly Foster (Scarlett Johansson), que tornarão possível o plano de reabrir o parque no verão.

A força de Compramos um Zoológico está nos personagens e nas atuações. É ótimo ver Matt Damon em uma situação de fragilidade, depois de tantos agentes secretos, ladrões, investigadores, etc. Aqui ele aparece apenas como um homem comum, de bom coração, que amava sua esposa e está determinado a fazer sua escolha dar certo. O papel de Scarlett Johansson também tem seu frescor, e pela primeira vez em alguns anos o foco não é seu decote. Kelly Foster é uma mulher interessante e atraente não só por seu corpo, mas por sua personalidade.

O desenvolvimento da trama, no entanto, segue a fórmula estabelecida dos feel good movies, e é nítido que Compramos um Zoológico foi feito para levar toda a família ao cinema, em clima de união natalina (é baseado em uma história real, tem grandes astros...). Há momentos de muita breguice, como os close no olhar dos animais (nas primeiras vezes até funciona, mas a repetição desta escolha cansa rápido). A trilha sonora criada por Jónsi, líder da banda Sigur Rós, também não ajuda. Por causa dos animais, a escolha óbvia foi criar músicas com timbres africanos, mantendo um clichê, apesar do filme se passar no sul da Califórnia. O breve momento em que ouvimos a voz de Eddie Vedder, em uma cena entre Dylan e Lily (Elle Fanning), nos faz desejar que Crowe tivesse mantido suas origens roqueiras.

Ainda assim, o filme tem momentos muito divertidos e o trabalho dos atores compensa alguns defeitos, fazendo com que torçamos por aqueles personagens - se o propósito do feel good movie é deixar a plateia animada na saída do cinema, para isso ele funciona muito bem.

Compramos um Zoológico | Cinemas e horários

Nota do Crítico
Bom