Bad Boys 3

Créditos da imagem: Sony/Divulgação

Filmes

Crítica

Bad Boys Para Sempre

Franquia volta após 17 anos e reforça química entre Will Smith e Martin Lawrence

Fábio de Souza Gomes
30.01.2020
09h38
Atualizada em
30.01.2020
09h54
Atualizada em 30.01.2020 às 09h54

Will Smith e Martin Lawrence estão de volta para os personagens que lançaram suas carreiras cinematográficas em Bad Boys Para Sempre. Divertido e com boas cenas de ação, esse é aquele bom filme pipoca para assistir sem compromisso. 

Se em 1995 a dupla contava com uma carreira parecida, pois ambos eram estrelas de uma série de comédia de sucesso, agora eles estão em estágios completamente diferentes. Smith solidificou seu status como uma das maiores estrelas do mundo, enquanto Lawrence voltou ao stand up e se afastou dos holofotes. Sabiamente, o longa aproveita para fazer com que a vida de seus personagens sejam bem parecidas: Mike (Smith) quer continuar na polícia, onde após anos segue como um dos principais nomes do esquadrão, enquanto Marcus (Lawrence) quer se aposentar e viver em família. Porém, obviamente que um problema maior aparece que força a dupla a voltar em mais um trabalho. 

O roteiro é bem básico e conta com reviravoltas cafonas, mas o que segura o longa é justamente a química entre os protagonistas. Apesar da última sequência ter sido lançada há 17 anos, os dois continuam afiados em cena. Lawrence, que antes era mais verborrágico e dividia várias cenas de ação com Smith, agora aceita funcionar como um coadjuvante e serve como válvula de escape bem humorada enquanto seu parceiro de cena brilha em cenas heróicas e explosivas bem dirigidas pelos jovens Bilall Fallah e Adil El Arbi

As duas primeiras produções da franquia contaram com a direção de Michael Bay e o cineasta dava prioridade para cenas de ação épicas ao invés de equilibrá-las com o roteiro. A dupla belga, por sua vez, dá espaço para que a história se desenvolva, colocando cenas dramáticas mais extensas. Com isso, eles permitem que a audiência embarque na jornada de Mike e Marcus e não só assista um grande compilado de explosões. Bay recebe uma justa homenagem durante o filme - onde aparece em um casamento com a câmera o filmando da maneira épica que tanto gosta - mas o cineasta seria incapaz de trabalhar ideias que podem levar a franquia para pra frente. 

O filme, aliás, é claramente uma tentativa de não apenas continuar a história, mas de dar início a uma nova leva de continuações. Novos personagens são apresentados e alguns deles devem voltar no próximo longa - que já foi confirmado. Toda a equipe de coadjuvantes apresenta uma nova dinâmica com os protagonistas e é bem divertida, com destaque negativo apenas para o antagonista vivido por Jacob Spicio. Apesar de segurar algumas cenas de ação, é na hora do diálogo que ele tem dificuldade. Se realmente retornar, terá de evoluir nessa parte. 

Havia necessidade de esperar 17 anos para fazer uma sequência? Não. É um filme que vai revolucionar o gênero? Também não. Mas Bad Boys Para Sempre é o típico filme pipoca que entrega boas cenas de ação, boas risadas e reforça a química entre Smith e Lawrence. E não dá para pedir muito mais que isso.

Nota do Crítico
Bom