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Crítica

Atividade Paranormal - Dimensão Fantasma 3D | Crítica

Série repete receita do original mas perde o caminho do suspense

Thiago Romariz
21.10.2015
23h00
Atualizada em
21.10.2015
18h38
Atualizada em 21.10.2015 às 18h38

Atividade Paranormal não chega a ser a maior franquia de terror atual, mas tem um lugar especial no gênero. Com pouco dinheiro, Oren Peli conseguiu criar uma série rentável e que até o terceiro filme conseguiu apresentar bons conceitos de terror e suspense. Desde a última investida, e agora com Dimensão Fantasma 3D, está comprovada a derrocada da marca, que antes sucitava medo e apreensão, mas hoje é significado de repetição e barulheira.

O novo capítulo reúne mais uma família em uma casa assombrada para tentar explicar todos os acontecimentos dos últimos filmes. Além de não ser necessário, pois boa parte da trama havia sido esclarecida nos longas anteriores, o roteiro feito a oito mãos (Jason Pagan, Andrew Deutschman, Adam Robitel e Gavin Heffernan) soa como uma justificativa para sustos esporádicos e sem contexto - o que deixa tudo previsível e cansativo. Afinal, sem envolvimento e atmosfera não há suspense.

A tecnologia 3D usada serve, exclusivamente para jogar coisas na cara do espectador. Não há por que esperar mais que isso e não há demérito na tentativa. Premonição 3D tinha esta proposta e obteve êxito, pois com alguma criatividade, o filme tornou a história um pano de fundo para um passeio rápido em um trem fantasma no cinema. Dimensão tenta seguir este exemplo, mas não consegue sequer diferenciar os primeiros sustos do clímax - 'inspirado' por filmes como REC e Poltergeist. Infelizmente, a inspiração se aplica somente à estética.

Dimensão Fantasma 3D demonstra ineficiência nos elementos banais de um terror de baixo custo, do design dos fantasmas até o posicionamento óbvio e mal pensado das câmeras caseiras (um dos grandes trunfos dos primeiros filmes). Para uma franquia que chamou atenção pelo horror subliminar, Atividade Paranormal perdeu todo o cuidado de não mostrar de onde vem o medo e ficou inofensiva.

Nota do Crítico
Ruim