Imagem de Angry Birds 2: O Filme

Créditos da imagem: Sony Pictures/Divulgação

Filmes

Crítica

Angry Birds 2: O Filme

Sequência coloca mais elementos para os adultos, lição de moral e consegue superar o original

Marcelo Forlani
07.10.2019
12h46

Coloque o dedo na tela, puxe o pássaro que está no estilingue para trás e veja onde vai cair. Às vezes você acerta bem naquele lugar que causa grande destruição e passa de fase com três estrelas. Mas em outras jogadas, porquinhos vão acabar rindo da sua cara. Tem, sim, alguma técnica envolvida, mas há também uma bela parcela de sorte, principalmente quando se está chegando em uma fase nova. Este é o resumo de Angry Birds, o jogo da Rovio que ajudou a mudar a história dos games mobile há alguns anos. Mas esta ideia de tentativa e erro pode ser também uma forma de resumir os filmes inspirados na franquia.

De uma coleção bem grande de situações e piadas, os roteiristas Peter Ackerman, Eyal Podell, Jonathon E. Stewart vão dando ao diretor Thurop Van Orman chances quase infinitas para acertar o público, seja ele o principal (as crianças) ou o secundário (os adultos que estão ali para acompanhar os pequenos). Com tanta munição, o resultado certamente vai destruir algumas barreiras e arrancar sorrisos de quem for ao cinema, deixando aquela sensação boa no final, depois de um começo bem fraquinho. 

E se você não viu o primeiro filme, não se preocupe. A sequência quase ignora que já tivemos uma animação em 2016. Tudo o que você precisa saber é que o personagem principal, Red, o passarinho vermelho, tinha ataques de raiva. Durante um tratamento, ele conheceu seus melhores amigos (Chuck e Bomba, os pássaros amarelo e preto), melhorou seu temperamento e se tornou o herói local, quando salva a ilha das aves dos ataques suínos. Bom, na verdade, quando a sequência começa as duas ilhas continuam batalhando entre si, até que uma ameaça maior força uma trégua entre elas. 

Para deter este inimigo em comum, um supertime é formado: os porcos levam Leonard, Gary e Courtney e os penados vão de Red, Bomba e Chuck e sua irmã, Silver, além da Grande Águia. Com referências a Missão: Impossível e escolhas musicais dos anos 70 e 80, os adultos certamente vão ter seus momentos de diversão, enquanto as crianças vão rir com o humor mais físico cheio de trapalhadas ou situações non-sense, como uma batalha de dança ao som de “Axel F”, a música de Um Tira da Pesada - e com o trio de “bebês-plumados” que se mete numa aventura paralela meio Papa Léguas. Não acrescenta nada à trama, mas alguns podem achar fofo. 

A jogada que vale os três ovos é mostrar a insegurança de Red, que não quer perder sua posição de destaque na ilha dos pássaros, e acaba aprendendo uma importante lição sobre o trabalho em equipe. O momento He-Man, somado à pitada de #GirlPower, deixam a sequência ligeiramente à frente do seu original. Os Angry Birds deixaram de ser raivosos e agora estão até se apaixonando, prova de que o estilingue vai continuar jogando os pássaros coloridos para cima.