Capa do Blu-ray de A Morte do Superman

Créditos da imagem: Warner Bros./ Divulgação

Filmes

Crítica

A Morte do Superman

Adaptação animada vai além da morte do herói

Gabriel Avila
10.08.2018
17h26
Atualizada em
10.08.2018
19h46
Atualizada em 10.08.2018 às 19h46

O mundo dos quadrinhos estremeceu quando a DC Comics anunciou que mataria o Superman. Em uma atitude ousada, a editora gerou comoção e revolta por parte dos fãs enquanto voltava os holofotes da mídia novamente para o Homem de Aço. Originalmente, o plano era finalmente casar Clark Kent e Lois Lane, mas uma decisão editorial adiou o matrimônio, que deveria ocorrer simultâneo ao da série de TV Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman. A saída então foi matá-lo, uma ideia que nasceu originalmente de uma piada na sala de roteiristas e acabou se tornando um marco na longeva trajetória do personagem. O arco de 1992/1993, que já havia sido adaptado em uma animação de mesmo nome em 2007, retorna agora em um novo longa animado. Essa versão, porém, vai além da morte e mostra o que o Superman significa.

Na nova animação um misterioso asteróide vêm em direção à Terra trazendo o vilão Apocalipse, enquanto Superman concilia sua vida de herói com seu relacionamento com Lois Lane. Quando o monstro leva sua trilha de destruição até Metrópolis e a Liga da Justiça falha, só o homem de aço pode salvar seu lar e o planeta. Desde 2014, com o filme Liga da Justiça Guerra, as animações da DC Comics pertencem ao mesmo universo, estabelecendo uma cronologia entre seus filmes. Por se tratar de uma narrativa até então baseada em quadrinhos recentes, a trama não segue o material base com perfeição, mas o que poderia se tornar um problema é, na verdade, uma vantagem.

Quem assina o roteiro do filme é de Peter Tomasi, quadrinista que esteve à frente do título Superman na fase do Renascimento.Sua passagem nas HQs foi marcada o resgate de características clássicas do personagem, o que também acontece nessa nova versão da morte do filho de Krypton. O até então inédito relacionamento com Lois Lane, o carinho dos cidadãos de Metrópolis como Bibbo Bibbowski, sua liderança na Liga da Justiça e até mesmo sua turbulenta relação com Lex Luthor. Uma série de pequenos detalhes que apresentam o herói para novos públicos enquanto agradam fãs de longa data. Apesar das limitações que essa continuidade impõe, a trama faz jus a seu título, tornando dramático assistir a um ícone tombar.

A animação segue o padrão visual dos últimos filmes, com sequências de ação empolgantes. Sem muita profundidade sobre sua origem, Apocalipse é o caos encarnado e o longa mostra sua capacidade de destruição em cenas que impressionam não só por sua força, mas pela crueldade. Quando o grande confronto acontece, seu desenrolar é intenso e recompensador. Apesar do foco no herói kryptoniano, seus colegas na Liga da Justiça têm participações pontuais, o que enriquece a história com momentos cômicos e combates com um bom timing para cada herói.

Assim como grande parte dos personagens nos quadrinhos, o Homem de Aço não ficou morto por muito tempo. Enquanto o aguardado regresso não ocorria, a DC lançou outros personagens como substitutos: Aço, Erradicador, Superciborgue e um novo Superboy. Os quatro foram apresentados no arco O Retorno do Superman, que será adaptado em uma nova animação, programada para o início de 2019. Pistas sobre esses personagens foram plantadas ao longo do filme e nas cenas pós-crédito, deixando bem claro que para o Superman, a morte não é o fim.

Nota do Crítico
Ótimo