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Crítica

A Hipótese do Amor é tudo o que amávamos nas comédias românticas de antigamente

O filme traz uma linguagem atual, com ótimos protagonistas e cenas que dão vontade de dar pulinhos de alegria

Omelete
3 min de leitura
22.09.2026, às 06H00.
Lili Reinhart e Tom Bateman juntos em A Hipótese do Amor

Créditos da imagem: (Divulgação/Prime Video)

Quando Lili Reinhart decidiu homenagear comédias românticas dos anos 90 e 2000 durante toda a divulgação de A Hipótese do Amor, ela sabia muito bem o que estava fazendo. O novo longa do Prime Video, que adapta a obra de sucesso de Ali Hazelwood, traz todos os elementos que faziam aqueles filmes serem tão amados – e o melhor: através de uma linguagem atual que não soa vergonhosa ou clichê.

A Hipótese do Amor começa com um dos mais amados “tropes” literários: o namoro de mentirinha. Aqui, entre Olive (Reinhart), uma estudante de doutorado na Universidade de Stanford, e o Dr. Adam Carlsen (Tom Bateman), professor no mesmo Instituto. Os dois fazem um acordo que beneficia as duas partes: ela está se esforçando para que sua melhor amiga, Ahn (Rachel Marsh), encontre o amor verdadeiro; enquanto ele precisa provar para os chefes de departamento que tem raízes naquela universidade para conseguir os fundos para sua pesquisa. 

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O burburinho em torno do filme começou desde a escalação. O livro em que ele é baseado surgiu a partir de uma fanfic sobre Rey Skywalker e Kylo Ren, da última trilogia de Star Wars. Por uma coincidência do destino (eles juram que ninguém percebeu antes), o “mocinho” da adaptação ficou por conta de Tom Bateman, marido de Daisy Ridley, a intérprete da Rey na vida real. 

Para os fãs que passaram anos lendo com a imagem de Adam Driver na cabeça, a escalação de Bateman causou receios, mas o astro trouxe naturalidade ao professor carrancudo e mal-humorado, que assusta alunos e recebeu o apelido de Dr. Hostil na faculdade.

E é justamente na oposição com a personalidade solar e doce de Olive (também vivida perfeitamente por Reinhart) que o filme mais brilha. Nas duas sessões públicas em que eu assisti ao filme (apesar dele estar sendo lançado para sessões mais intimistas no streaming), uma onda de risadas sonoras foram ouvidas em vários momentos da trama. 

Lili Reinhart e Tom Bateman em A Hipótese do Amor
(Divulgação/Prime Video)

A maioria deles vindo justamente do contraste de personalidades entre os protagonistas. O “quase abraço” depois que eles firmam o acordo e a cena do protetor solar, por exemplo, podem ser a causa da dor nas bochechas para muita gente.

Mas a dor nas bochechas não vem só da comédia. Também é difícil parar de sorrir com a fofura do roteiro de Sarah Rothschild. Desde o começo, quando Adam entende a importância da amizade de Ahn para Olive, até mais tarde quando ele se esforça para se enturmar em uma festa de estudantes, tudo contribui para que a gente se apaixone junto com eles. Mesmo em montagens rápidas de cenas entre os dois, é possível sentir conforme o casal vai ficando mais confortável um com o outro e realmente se entende no processo.

O longa de Claire Scanlon toma, sim, liberdades artísticas em relação ao livro que podem incomodar os fãs mais minuciosos, mas as mudanças ajudam no ritmo do filme e também dão mais contexto para cada personagem dentro dos 110 minutos disponíveis. Se a produção sai prejudicada é apenas no terceiro ato, quando o conflito acontece de forma muito rápida e é resolvido assim também.

No entanto, em meio a essa toada de adaptações literárias no Prime Video (só em setembro, esta já é a terceira, depois de Atraídos pelo Destino e Eu + Você: Contra o Mundo), é fácil notar o quanto A Hipótese do Amor se destaca. Não só pelo maior orçamento, mas principalmente pelo cuidado na direção e no roteiro. 

Mesmo nas cenas propositalmente mais constrangedoras, o filme nunca fica vergonhoso. Mesmo nos momentos mais clichês, ele nunca cai no bobo. E, até quando alguns coadjuvantes não entregam o suficiente – especialmente o Dr. Benton de Arty Froushan –, Lili e Tom compensam com muita química e carisma. A Hipótese do Amor é uma daquelas comédias românticas que você já termina com vontade de rever.

Nota do Crítico

A Hipótese do Amor

The Love Hypothesis

16
Duração: 110 min
Direção: Claire Scanlon
Roteiro: Ali Hazelwood, Sarah Rothschild
Elenco: Lili Reinhart, Tom Bateman
Onde assistir:

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