A Caminho de Casa

Créditos da imagem: A Caminho de Casa/Sony Pictures/Reprodução

Filmes

Crítica

A Caminho de Casa

Filme usa combinação já batida de cachorro fofo e jornada de superação, mas não vai além disso

Mariana Canhisares
01.03.2019
09h12

Recorrendo à combinação já batida de cachorro fofo e jornada de superação, A Caminho de Casa narra a longa viagem da pitbull Bella até os braços dos seus donos. Como se espera de qualquer história motivacional, o roteiro de W. Bruce Cameron - que também assina Quatro Vidas de Um Cachorro - coloca no caminho da protagonista percalços variados, desde uma avalanche até uma alcateia de lobos ariscos. A cada desafio, um novo aprendizado sobre amizade e lealdade a deixa mais próxima do seu objetivo: reencontrar seu lar.

A narração de Bryce Dallas Howard, que dá voz à cachorrinha, causa estranhamento no início, mas o espectador se acostuma a ouvir os pensamentos do bichinho. Afinal, vem dela todo o humor da narrativa e, combinado com as imagens de Bella correndo e brincando, é fácil se pegar sorrindo com as cenas. Porém, conforme as situações ficam mais graves, a execução do filme deixa a desejar. O uso de efeitos visuais grotescos rouba a atenção e fica difícil acreditar na relação da protagonista com animais selvagens. É tudo muito falso e, por isso, boa parte dos momentos emocionantes entre os animais saem prejudicados.

Por mais surpreendentes que sejam os obstáculos, não há nada de muito novo nesta história. Há, sim, menções a temas interessantes, como os traumas dos veteranos de guerra com quem Bella convive, e uma clara preocupação em retratar a diversidade. Mas, no fundo, fica a sensação de apenas mais um filme do tipo, e não necessariamente um dos melhores.

Em muitos momentos A Caminho de Casa tem um quê de telefilme. Os efeitos visuais são precários, a trama é por vezes mais dramática do que precisa e há algo de ridículo em ouvir os pensamentos de um cachorro como se ele fosse humano. Claro, é impossível não se encantar com a fofura de Bella, mas um vídeo que você encontra sem querer na timeline do Twitter dá tanta satisfação quanto o filme.

Nota do Crítico
Regular