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Cowboys & Aliens - Entrevista com diretor, roteiristas e elenco

Jon Favreau, Roberto Orci, Alex Kurtzman, Olivia Wilde e Adam Beach falam do filme

Érico Borgo e Marcelo Forlani
23.08.2010
19h55
Atualizada em
09.11.2016
01h02
Atualizada em 09.11.2016 às 01h02

Durante a Comic-Con 2010, o Omelete conversou com o diretor Jon Favreau, os roteiristas e produtores Roberto Orci e Alex Kurtzman e os atores Olivia Wilde e Adam Beach sobre Cowboys & Aliens. Na entrevista, eles falam sobre o os atraiu no projeto, o que o diferencia em relação a outros filmes com cowboys ou alienígenas e os clássicos que assistiram antes de filmar.

Veja como foi:

Vocês podem falar um pouco sobre Cowboys & Aliens? Como que o projeto veio à tona?

Roberto Orci:  Nós só ouvimos o título, - sabíamos sobre ele, mas não tínhamos ouvido sobre a história -  e vimos em algum arquivo em andamento e ficamos tipo: "O que é isso?". "Cowboys & Aliens?". E só pelo título nós dissemos: "Temos que fazer isso". Não sabemos sobre o que é, mas temos que fazer.

Alan Kutzman: Bem, sabe, fica a ideia de como diabos esses dois gêneros vão se encontrar. E a expectativa de se assistir a um filme de ficção e faroeste pareceu tão empolgante para nós roteiristas porque, afinal, parece óbvio, mas não é. É na verdade um pouco complicado de se descobrir como essas duas coisas encontram seu equilibrio. O desafio foi ótimo. E também é um material original. Estamos fazendo pela primeira vez algo que nunca foi feito antes, o que é outro fator que nos empolgou.

Adam Beach: Cowboys & Aliens é basicamente sobre família. É algo do tipo: "O que você faria se a sua família fosse sequestrada por aliens? Você iria lutar e trazê-los de volta? Você tentaria? Consideraria?" O que eu acho que muitas pessoas vão se relacionar é que todos entre nós têm a mentalidade de... salvar sua família, sabe.

Como este vai se destacar de outros filmes de aliens que já vimos?

Adam Beach: Eu acho que com o lado faroeste, e ter Harrison Ford também vai nos fazer destacar. Nós, como atores, estamos fazendo o que fazemos melhor. Nossa ideia - o que conversamos - é que esperamos que os aliens não estraguem tudo. Estamos trazendo nossas habilidades como atores. As pessoas vão ficar impressionadas.

Vocês assistiram de novo a faroestes antigos como Peckinpah ou Ford ou Leone?

Alex Kurtzman: A primeira coisa que aconteceu foi que Steven Spielberg disse: "Eu vou sentar com vocês e tenho uma versão completamente remasterizada de Rastros de Ódio. Nós vamos assistir juntos e eu vou explicar porque esse é o faroeste perfeito". E nós ficamos tipo: "Ok". E, meu deus, nós nos divertimos muito.  Foi como ter uma faixa de comentários ao vivo de Rastros de Ódio com o Steven. O que mais você pode querer da vida?

Os roteiristas estavam dizendo que assistiram a alguns filmes como, por exemplo, No Tempo das Diligências acompanhados de Spielberg... Que tipos de clássicos te inspiraram?

Jon Favreau: Eu fui inspirado - no aspecto faroeste desse filme - pelo trabalho de John Ford, Sergio Leone... E também tem Ron Howard, para ser sincero, por filmes como Desaparecidas. E no lado da ficção científica fui inspirado por pessoas como Steven Spielberg, claro, que inventou o gênero alienígena.

Fale um pouco sobre o seu personagem.

Adam Beach: O nome do meu personagem é Nat Colorado. Sou basicamente o braço direito de Harrison Ford. Sou um Apache, que também é um cowboy. Eu cuido do filho dele, mas faço o que me mandam. Se Harrison diz: "Atire naquele homem", eu atiro. Sou um atirador talentoso, sou bom e mau ao mesmo tempo.

Olivia Wilde: Eu faço... É um filme de época. E esses personagens são dos anos 1870. E parece como um ritual de passagem, como atriz, fazer um faroeste. É muito fiel à tradição western, está bem clássico. E nós temos Harrison Ford, claro, que traz muito, muito profissionalismo e crédito ao nosso filme. E todos são muito apaixonados pelo gênero faroeste. Também pela ficção. E por fazer um grande filme com monstros, que é muito bem escrito, na verdade, e todos estão levando muito a sério como um filme.

Sem roupa justa nesse filme então?

Olivia Wilde: Não! É uma roupa diferente. Não, é bem legal poder se vestir com roupas desse período. É maravilhoso poder aprender a usar uma arma, montar cavalo e esse é o tipo de coisa que eu gosto de fazer. Eu amo isso. Outro dia eu fui puxada a 12m do chão de um cavalo galopando. E foi uma das experiências mais emocionantes da minha vida. É sobre isso que é o filme. Assim como trabalhar com pessoas como Daniel [Craig], Harrison [Ford] e Sam Rockwell e os outros atores que estão trazendo o melhor de si. E claro Jon Favreau, que é o diretor mais profissional, comunicativo e empolgante com quem já trabalhei. Então tem sido demais.

Como tem sido no set?

Olivia Wilde: Tem sido incrível. Estamos filmando há quase um mês. E diariamente vemos visuais alucinantes e personagens incríveis. E o elenco é imbatível.

Roberto Orci: É natureza. Sabe, quando você está filmando um faroeste uma das coisas mais impressionantes são as locações que você encontra. Estamos no Novo México filmando em lugares lindos, mas pouco acessíveis. É época das monções, então em alguns dias chove do nada, tem inundações repentinas, cascavéis, e um sol muito forte. É como acampamento misturado com exército.

Você poderia falar sobre as armas? Porque geralmente, em faroestes, você tem armas antigas. Mas em filmes de aliens tem tecnologia de ponta. Você poderia comparar esse dois?

Adam Beach: Quando você assistir ao trailer, Daniel tem essa arma no pulso. Ninguém sabe o que é, até que estilhaça a aeronave. Você passa a entender de onde ele conseguiu aquilo. Tem uma sequência no filme que mostra como ele a conseguiu, quem ele é. E ele a usa nos momentos em que mais precisamos. Mas nós ainda usamos nossas pistolas para dar conta dos negócios.

Como é estar aqui na Comic-Con?

Adam Beach: Eu cresci como um nerd de quadrinhos. Ainda sou um. É legal eu não precisar esconder meus quadrinhos de ninguém. Todos estão aqui. Tem milhares de pessoas lá dentro. Eu fiquei tipo: "Eu quero vir aqui e me vestir". Então coloquei um máscara do Coringa, e andei por aí... Foi bem legal.

A Comic-Con é como seu amuleto da sorte, agora?

Jon Favreau: Sim, eu adoro a Comic-Con. Sempre foi boa para mim. As pessoas não conheciam Homem de Ferro antes, mas mostrando fotos as pessoas se empolgaram. Espero que agora, mostrando Cowboys & Aliens as pessoas também vão se empolgar.

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