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Como funcionam os efeitos visuais e especiais no cinema

Conheça mais sobre uma das técnicas mais importantes atualmente na sétima arte

A cozinha
19.04.2020, às 16H00
ATUALIZADA EM 23.04.2020, ÀS 12H23
ATUALIZADA EM 23.04.2020, ÀS 12H23

Atualmente, os efeitos especiais e visuais são essenciais para a maioria das produções em Hollywood. Além dos grandes blockbusters, até filmes menores utilizam o recurso, que muitas vezes torna uma cena mais barata e faz com que o diretor tenha mais possibilidades narrativas. Além disso, os efeitos visuais também já criaram grandes personagens, como o Thanos dos filmes dos Vingadores, o César em Planeta dos Macacos e o Gollum em O Senhor dos Anéis.

Um dos pontos mais importantes é entender a diferença entre efeitos visuais e especiais. O primeiro caso inclui técnicas de computação gráfica e imagens geradas na pós-produção e colocadas no lugar do famoso "fundo verde". Já os efeitos especiais são mais práticos e feitos no set durante as filmagens, como animatrônicos, robôs, efeitos de chuva e vento, etc.

O trabalho da equipe de efeitos visuais começa antes das gravações, quando todas as ideias do que irá para a tela são colocadas no papel, com artes conceituais, storyboards e até mesmo esculturas que servirão de base para o trabalho final. Quando as filmagens começam de fato, a equipe produz uma pré-visualização das cenas, para que diretor e equipe tenham uma ideia de como ficará o trabalho final.

A próxima parte do trabalho acontece realmente durante as gravações, com os efeitos práticos/especiais. Além do uso de animatrônicos (como em Tubarão), efeitos de chuva e natureza, atualmente a equipe também é de grande ajuda para os atores. Em Jogador Nº 1, por exemplo, Steven Spielberg usou a realidade virtual para que os atores tivessem uma ideia do cenário final e de como deveriam interagir com ele. 

Captura e finalização

Para fazer um personagem totalmente digital, o cinema utiliza a técnica de captura de movimentos. No set, os astros usam uma roupa específica, que é a base para o personagem digital que será colocado em seu lugar. Tal técnica é importante porque torna os personagens mais verdadeiros. Com a captura de movimentos, é possível aproveitar até mesmo as expressões do rosto do ator, como aconteceu com Andy Serkis como Gollum em O Senhor dos Anéis e Josh Brolin como Thanos nos Vingadores.

Uma parte extremamente importante, mas nem sempre lembrada, é a iluminação. Capaz de mudar completamente o tom de uma cena, de feliz para triste, ou vice-versa, a iluminação também é capturada para que depois seja possível reproduzi-la no ambiente digitaal, para que o personagem em CGI não fique destoante dos demais.

Com tudo isso feito, é hora da pós-produção, quando a equipe une personagens em computação gráfica, atores reais e cenários em uma coisa só. O trabalho da equipe de efeitos visuais vai muito além de criar seres fantásticos, como dragões e alienígenas, sendo também crucial para criar sequências que sejam o mais parecidas possível com o mundo real.

Por isso, o trabalho de tal equipe é cada vez mais valorizado. Vingadores: Guerra Infinita, por exemplo, teve 16 empresas de VFX que fizeram diferentes trabalhos dentro do filme. 

Agora resta aos fãs aproveitar o que a tecnologia atual oferece e imaginar o que ela pode trazer ao cinema no futuro.

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