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Comédia sobre refugiados é eleita o Melhor Filme de 2017 por Federação de Críticos

Filme de Aki Kaurismäki, O Outro Lado da Esperança ganhou o prêmio de melhor direção em Berlim

RF
07.09.2017, às 21H21.
Atualizada em 07.09.2017, ÀS 23H03

Após mobilizar 576 críticos do mundo todo, para decidir qual foi o longa-metragem de maior potência estética deste ano, até agora, a Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (Fipresci) elegeu O Outro Lado da Esperança, do finlandês Aki Kaurismäki, como o melhor filme do ano.

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Instituição nonagenária de prestígio mundial, a Fipresci contabilizou dezenas de produções lançadas entre julho de 2016 até julho de 2017, indicadas por seus associados. O longa eleito foi premiado no Festival de Berlim, em fevereiro, com o troféu de melhor direção, e se impôs no gosto dos votantes por seu humor corrosivo ao falar sobre a situação dos refugiados. No caso, a trama desta comédia política – esperada para o Festival do Rio (em outubro) - fala sobre um imigrante ilegal sírio que se alia a um trambiqueiro em ascensão, na Finlândia. O prêmio – chamado Fipresci Grand Prix - será entregue ao cineasta no dia 22 deste mês, no Festival de San Sebastián, na Espanha, onde será projetado numa sessão de gala. 

“Kaurismakï é dono de um estilo próprio, autoral, depurado ao longo dos anos, e marcado por um tipo de humor único, de tom crítico e humanista, que transcende os rótulos habituais de comédia – o que levou seu novo filme à vitória entre nós”, diz a atual presidente da Fipresci, a jornalista turca Alin Tasciyan, ao Omelete, por telefone.

“Essa votação é importante pra nós, e pra atividade internacional da crítica, por ser baseada em indicações de jornalistas que estão nas mais variadas partes do mundo. É diferente de elegermos o melhor de um festival, onde temos um número determinado de títulos, todos escolhidos sob um mesmo foco curatorial”.

Durante a Berlinale, Kaurismäki conversou com o Omelete sobre as razões geopolíticas por traz da saga de Khaled (Sherwan Haji), o sírio que busca reencontrar sua irmã em uma Europa desatenta ao drama de quem lá refugiuou-se. “Precisamos tratar quem vem de fora com mais atenção e altruísmo, pôs amanhã os refugiados podemos ser nós, europeus”, disse o cineasta.  

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