Andréa Beltrão como Hebe em cinebiografia

Créditos da imagem: Hebe/Jonas Tucci/Warner Bros./Divulgação

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Cinebiografia de Hebe promete retorno nostálgico aos anos 80

Visitamos o set da produção estrelada por Andréa Beltrão

Camila Sousa
03.08.2018
12h35
Atualizada em
03.08.2018
18h36
Atualizada em 03.08.2018 às 18h36

Há um ar diferente ao entrar no set de Hebe, cinebiografia protagonizada por Andréa Beltrão e dirigida por Maurício Farias. Além de câmeras de última geração, o interior do Teatro Brigadeiro (SP) foi tomado por máquinas de fumaça e figurantes com roupas antigas para reproduzir um programa de auditório dos anos 80.

Essa nostalgia é parte da proposta do longa, que mostrará um período emblemático e conturbado da vida da apresentadora, quando ela se separou temporariamente do marido e mudou de emissora, da Band para o SBT. “O ponto central do filme é falar um pouco sobre a liberdade de expressão, que era uma coisa pela qual a Hebe lutava e dava muita importância”, afirma o diretor.

Nos bastidores, a equipe se movimenta rapidamente para preparar os figurantes. Com cartazes e faixas na cabeça, eles reproduzem a euforia da época quando cinco garotos sobem ao palco representando a banda Menudo e cantando seu maior clássico, “Não se Reprima”. Há um ar grandioso no set, principalmente porque a maioria dos profissionais que está trabalhando ali se lembra dessa época e entende o significado de retratar um período tão importante da TV brasileira.

Mas ninguém brilha mais no palco do que Andréa Beltrão. Quando entra em cena para entrevistar os garotos, se sentando no famoso “sofá de Hebe Camargo”, ela reproduz os trejeitos e o modo de falar da apresentadora de forma única. Durante um dos intervalos, duas senhoras que estão na última fileira do auditório comentam uma com a outra: “Nossa, mas ela ficou igualzinha a Hebe quando jovem!”.

Para Maurício Farias, a produção funcionará tanto para os que viveram a juventude naquela época, quanto para as novas gerações que se lembram pouco da apresentadora. “Ela sempre teve uma visão sensível sobre questões muito atuais, como as diferenças entre os gêneros. Ela percebeu a importância de falar sobre esse assunto muito cedo e levou isso para a televisão”, explica.

Há ainda outro ponto curioso: o longa vai retratar a passagem de Hebe por várias emissoras, mostrando uma união incomum para a TV aberta brasileira. Mas segundo o diretor, não houve dificuldades em fazer isso: “A Hebe era uma pessoa muito querida, então quando se fala que é um filme da Hebe, sobre a vida dela, as pessoas abrem todas as portas muito facilmente. Ela tinha boas relações com as emissoras onde trabalhou, então foi muito fácil. Conseguimos o apoio da Bandeirantes, do SBT e na própria Globo também foi muito fácil a aceitação e o entendimento da importância de se fazer um filme sobre a Hebe. Ela está conseguindo juntar, em um só projeto, todas as televisões. E isso é uma coisa linda”.