Chris Rock depõe no caso Anthony Pellicano
Comediante reconhece ter contratado espião para se defender de acusação de estupro
O comediante Chris Rock deu seu depoimento no julgamento de Anthony Pellicano, detetive particular acusado de instalar escutas ilegalmente para seus clientes, a maioria deles nomes famosos de Hollywood.
Em um depoimento de 15 minutos, Rock reconheceu ter contratado Pellicano em 1999 quando foi acusado pela modelo Monica Zsibrita de ser pai do filho dela. O comediante também confirmou a autenticidade de uma ligação telefônica em que ele e Pellicano discutem o caso. A gravação da chamada foi feita por Pellicano e obtida pelo FBI como parte das provas do julgamento.
Anthony Pellicano
O promotor apontou as evidências de que Pellicano pagou ao policial Mark Arneson para usar os sistemas da polícia para checar a vida da modelo e de um amigo que o detetive suspeitava ser o verdadeiro pai da criança. Após o depoimento, foi mostrado um trecho de uma conversa telefônica entre Rock e Pellicano em que o detetive lê trechos do relatório da polícia em que a modelo acusou Rock de estupro. A fita mostra como Pellicano sempre preferiu enviar informações diretamente aos clientes ao invés de fornecê-las a seus advogados.
Após a saída de Chris Rock, o julgamento continou com o depoimento do executivo Alec Gores, que testemunhou ter contratado Pellicano em 2000 para confirmar se sua esposa estava tendo um caso com seu irmão, Tom. Pelo trabalho, Pellicano teria recebido 300 mil dólares.
O depoimento seguinte foi de Adam Sender, gestor de operações financeiras. Sender teria aplicado 1,1 milhão de dólares para estabelecer uma produtora com Aaron Russo, ex-agente de Bette Midler. Nenhum filme foi feito e Sender iniciou um processo para recuperar seu dinheiro. Quando seu advogado não conseguiu localizar Russo para entregar os documentos do processo, Sender pediu conselhos a Bert Fields, que recomendou que ele contratasse Pellicano. Fields teria dito que Pellicano era muito bom no que fazia e que embora usasse métodos não ortodoxos, o serviço era feito.
Por 500 mil dólares, Pellicano instalou escutas para vigiar Russo durante 24 horas por dia, sete dias por semana. Em mais de dez ocasiões as gravações foram ouvidas por Sender. Testemunhando sob a proteção de um acordo de imunidade, Adam Sender disse que Pellicano se ofereceu para matar Russo. Caso o cliente concordasse, Pellicano mandaria alguém seguir Russo, assassiná-lo numa viagem de volta de Las Vegas e enterrar o corpo no deserto. Um roteiro digno de CSI, num julgamento que já se assemelha a um filme - leia mais sobre o caso.
Editar comentário
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login para comentar e avaliar
Compartilhe sua opinião, publique críticas e participe das discussões com a comunidade Omelete.Escrever comentário