Cary Fukunaga é acusado de assédio por mais mulheres: "Abusou do poder"

Créditos da imagem: O diretor Cary Fukunaga (Slaven Vlasic/Getty Images North America/Getty Images via Afp)

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Cary Fukunaga é acusado de assédio por mais mulheres: "Abusou do poder"

Fontes contaram a Rolling Stone detalhes do comportamento inapropriado do diretor nos sets

Omelete
3 min de leitura
Caio Coletti
31.05.2022, às 13H38
ATUALIZADA EM 31.05.2022, ÀS 14H14
ATUALIZADA EM 31.05.2022, ÀS 14H14

Uma nova investigação da revista Rolling Stone jogou mais luz sobre as acusações de assédio contra o diretor Cary Fukunaga, conhecido por assinar True Detective 007 - Sem Tempo Para Morrer. Várias fontes contaram ao veículo que o cineasta tem um padrão de comportamento inapropriado em seus sets.

Segundo um relato, da produção da recente minissérie Masters of the Air, Fukunaga finalizou as gravações de uma cena e abordou duas jovens figurantes, que estavam vestidas como prostitutas dos anos 1940. Pedindo para tirar fotos delas a título de continuidade (trabalho normalmente feito por assistentes, e não pelo diretor), Fukunaga insistiu que elas fizessem poses cada vez mais sugestivas para a câmera.

É a primeira história de várias semelhantes, caracterizadas como "abusos de poder" pelas fontes da revista. Uma mulher que trabalhou com Fukunaga sem grandes incidentes, por exemplo, contou que ela estava alinhada para um próximo projeto com o diretor quando foi subitamente demitida - ao invés disso, ele a chamou para sair.

"Eu me lembro dessa época porque fiquei realmente chateada. Queria muito aquele trabalho, e precisava muito dele. Pareceu realmente estranho que ele tenha me demitido e seguido isso com: 'Deixe eu te levar para tomar uns drinks'", comentou ela.

Outra mulher que esteve em um dos sets comandados por Fukunaga disse que a insistência do diretor em flertar com ela abertamente durante as filmagens deixou até seus amigos em estado de alerta. "Era humilhante para mim, porque subitamente eu achava que precisva trabalhar todos os dias mais discretamente, sem chamar a atenção dele", disse.

"Foi muito desconfortável, e foi horrível... Eu só terminei aquele trabalho porque estava preocupada com a minha carreira", completou. Outros membros da equipe de projetos do diretor disseram a Rolling Stone que o hábito dele de "usar seus sets como bares de paquera" era motivo de cochichos e zombarias entre os colegas de trabalho.

Uma atriz contou que, após conseguir um papel em uma produção de Fukunaga, descobriu que ele tinha conseguido "arranjar" o seu teste de câmera após falhar em chamar sua atenção no Instagram: "Foi muito bizarro, porque ele queria me conhecer e me namorar, ou só me f*der, qualuer coisa assim. Ele usa o seu poder, a sua fama, e o ambiente profissional para atrair as garotas".

Michael Plonsker, advogado de Fukunaga, respondeu à Rolling Stone negando todas as acusações. "Ninguém nunca trouxe esse tipo de preocupação para Cary, nenhuma vez. Ele cria ambientes de trabalho criativos, colaborativos e acolhedores, e nunca agiu de forma alguma que deveria gerar um artigo como esse", disse.

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