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Cannes: ApexBrasil e Cinema do Brasil levam audiovisual brasileiro para o mundo

Pavilhão do Brasil no Marché du Film celebra a parceria

Omelete
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20.05.2026, às 10H03.
Crédito: Ministério da Cultura

Créditos da imagem: Crédito: Ministério da Cultura

No Marché du Film, o pavilhão do Brasil é de longe um dos mais marcantes. Em posição privilegiada no grande mercado internacional do cinema no Palais du Festival, ambiente que todo maio recebe o prestigiado Festival de Cannes, o estande é um símbolo apropriado para o crescimento do audiovisual nacional, que têm como um de seus grandes motivos para celebrar a parceria entre ApexBrasil e o Cinema do Brasil.

Juntos há 20 anos, a agência e o projeto chegam em Cannes 2026 com pautas urgentes e uma programação diversificada, mas também com um dos centros mais receptivos do festival. É praticamente impossível passar pelo pavilhão brasileiro sem ver algo acontecendo. Reuniões, painéis e encontros – planejados ou inesperados – são facilitados por um espaço que hoje representa bem o grande momento do cinema nacional.

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Esse espaço hoje, em Cannes é, o espaço do Brasil, um local para a geração de negócios”, enfatizou Maria Paula Velloso, diretora de negócios da ApexBrasil.

"Nós temos uma dinâmica própria neste espaço, com uma programação diária. Convidamos os diretores dos principais festivais do mundo; já recebemos a diretora da Berlinale, além dos diretores de Sundance e Toronto. É algo impressionante”, conta Morris Kachani, gerente executivo do Cinema do Brasil. “São painéis que acontecem voltados para os produtores e, após as apresentações, há um momento de encontro em que eles podem conversar diretamente com os representantes dos festivais. Esse é um tipo de ação que realizamos aqui".

Morris Kachani e Maria Paula Velloso desempenham papéis-chave na colaboração entre o Cinema do Brasil e ApexBrasil, hoje uma verdadeira dupla dinâmica para a movimentação do mercado audiovisual do país. “A ApexBrasil, no último ano, apoiou mais de 24 mil empresas de diferentes segmentos e setores, e o cinema é um deles”, contou a diretora. “O programa Cinema do Brasil é um projeto setorial realizado em parceria com o SIAESP e executado pela ApexBrasil. É uma maneira de apoiarmos o cinema a ganhar capilaridade e representatividade regional, porque o Cinema do Brasil representa as produtoras e distribuidoras de todo o país”.

Crédito: Ministério da Cultura
Crédito: Ministério da Cultura

Tratando de coisas como inteligência artificial no cinema e liderança feminina na sua agenda de painéis, o Cinema do Brasil também aproveita 2026 para enfatizar a importância de coproduções. Na seleção oficial de Cannes este ano, as quatro maiores presenças brasileiras vêm justamente de títulos feitos entre produtores nacionais e parceiros internacionais: Paper Tiger, Elefantes na Névoa, Seis Meses no Prédio Rosa e Azul e La Perra, que também conta com Selton Mello no elenco. 

As coproduções já nascem internacionais”, reforça Maria Paula Velloso. “A partir do momento que um projeto de uma produtora brasileira é apresentado, seja aqui no mercado ou em outras iniciativas, e consegue um parceiro internacional, ele já entra nesse mercado quando finalizado. A coprodução já é um incentivo para a internacionalização daquela obra".

Kachani, ciente do sucesso dessa estratégia, descreve os encontros de coprodução como “já famosos” no Marché. Vendo os números, é impossível discordar. “Cannes, de fato, é o maior mercado do mundo. Aqui você realmente encontra pessoas do mundo inteiro e faz negócios. As reuniões duram de 20 minutos a meia hora e são focadas em resultados. Nesses encontros de coprodução, fazemos uma curadoria de produtores brasileiros com determinados tipos de projeto e buscamos instituições internacionais e produtores com interesses comuns para fazer um match entre eles".

Tivemos encontros de coprodução com duas regiões da Alemanha, que é uma grande parceira do Brasil, e também com a França. Acabei de chegar do pavilhão da Índia, onde também realizamos uma rodada expressiva, com 20 produtores indianos e cinco brasileiros”, ele adicionou. “Também articulamos com nossos parceiros latino-americanos e, agora, estamos com uma estratégia de aproximação com os asiáticos”.

Tudo isso, claro, é só uma parte. Há muito mais sendo feito em outros eventos e ao longo do ano, mas Cannes serve como uma espécie de baluarte para este comprometimento constante. Como bem enfatiza Maria Paula Velloso: “Muitas vezes pensamos que em Cannes se trata apenas de filme, mas não, aqui estamos falando de mercado e de geração de negócios, desde a pequena até a grande produtora. É por isso que a ApexBrasil apoia, para que possamos ter cada vez mais cinema brasileiro pelo mundo”.

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