Backrooms | Final explicado: O que são as Backrooms? Mary e Clark morrem?
Longa da A24 parece dar respostas a mistérios duradouros da mitologia original
Créditos da imagem: Backrooms: Um Não-Lugar (Reprodução)
ATENÇÃO: Spoilers de Backrooms: Um Não-Lugar a seguir!
Backrooms: Um Não-Lugar, um dos filmes de terror mais aguardados do ano, está entre nós! A obra de Kane Parsons, que expande uma série de curtas-metragens postados inicialmente em seu canal do YouTube, introduz o conceito intrigante do seu título – e você pode conferir aqui um pouco mais sobre essa premissa.
Agora, caso você já tenha assistido ao longa estrelado por Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve, o Omelete destrincha a seguir o final de Backrooms: Um Não-Lugar. Vem com a gente!
Quem morre no final de Backrooms?
O longa tem algumas mortes marcantes, mas o terceiro ato é realmente definido por revelar o destino trágico de Clark (Chiwetel Ejiofor).
Após descobrir as backrooms no porão de sua loja de móveis, Clark recruta a funcionária Kat (Lukita Maxwell) e seu namorado Bobby (Finn Bennet) para explorar com ele o local, munidos de uma câmera de VHS – a trama se passa nos anos 1990 – para registrar tudo.
Durante essa exploração, no entanto, Bobby e Kat são fatalmente atacados pelas criaturas que vagam pelas backrooms. Clark, enquanto isso, fica perdido lá dentro, aprendendo as regras do local e desenvolvendo certo gosto por sua existência solitária ali.
É quando a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), psicóloga de Clark, vai procurar por ele. O confronto entre os dois nas backrooms termina quando uma criatura gigante, baseada na fantasia que Clark usa em um dos comerciais para sua loja, chega e ataca o arquiteto.
A morte de Clark nas mãos desse clone “deformado” de si mesmo é o clímax do longa, enquanto Mary sai correndo a fim de encontrar uma saída.
Afinal, o que são as Backrooms?
Surpreendentemente, o diálogo entre Mary e Clark logo antes do ataque da criatura é bastante elucidativo quando se trata da própria natureza das backrooms – ou, ao menos, posiciona uma teoria bastante interessante sobre o que elas são.
Clark acredita que essas salas são “lembranças corrompidas” de lugares reais. “Sabe quando você se lembra de algo, mas cada vez que se lembra perde alguns detalhes?”, pergunta ele a Mary em certo momento da conversa.
O filme parece apoiar essa teoria, com uma tomada em específico mostrando a sala de estar da casa onde Mary passou sua infância passando por vários “estágios” de deterioração, até chegar àquela que vemos nas backrooms.
Essas versões degradadas de pessoas (Clark encontra algumas criaturas “dóceis” nas backrooms, com pequenas deformidades) e locais existem paralelamente ao mundo real, com alguns pontos de acesso supostamente aleatórios por aí.
Backrooms: Um Não-Lugar, no entanto, nos convida a conectar o portal que Clark abriu para essa outra dimensão como uma consequência do momento que ele vivia em sua vida: fixado nas lembranças do seu casamento arruinado, e sem um lar para chamar de seu, ele estava preso em um beco sem saída… até a parede de sua loja se abrir.
O que é a Async em Backrooms?
Após a morte de Clark, a fuga da Dra. Mary pelas backrooms culmina em um encontro com um grupo de humanos vestido com roupas de laboratório: são os funcionários da Async, como descobrimos pouco depois, incluindo Phil (Mark Duplass), um personagem que vimos algumas outras vezes durante o filme.
Mary desmaia e, quando acorda, está em uma sala totalmente fechada, prestes a ser interrogada por Phil. O cientista conta que a Async era uma empresa que fabricava máquinas de ressonância magnética, mas que anos atrás descobriu por acaso a existência das backrooms.
Agora, o dia-a-dia do personagem é dedicado inteiramente a exploração desta outra dimensão, e ele convence Mary a lhe dar todas as informações que ela tem. O filme termina com o destino da psicóloga no ar, já que Phil não consegue garantir que a Async vai mantê-la segura depois do interrogatório.
Os fãs dos curtas originais de Kane Parsons conhecem a Async como a empresa que estabeleceu uma série de “bases” de observação e pesquisa dentro das backrooms. O filme, no entanto, revela bem mais sobre ela do que se sabia anteriormente.
Backrooms vai ter continuação?
O final de Um Não-Lugar certamente deixa espaço para que a exploração dessa mitologia continue – mas essa é também a natureza da história, que tem sido criada de maneira coletiva, por Parsons e muitos outros artistas na internet, desde pelo menos 2019.
Se Backrooms vai ter sequência ou não na tela grande, só saberemos a partir do retorno financeiro do primeiro filme, que vai influenciar a decisão da A24. Mas, como conceito, as backrooms certamente continuarão por aí… é só procurar.
*Backrooms: Um Não-Lugar já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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