Antes de Capitã Marvel: como Ben Mendelsohn virou o vilão preferido de Hollywood

Créditos da imagem: Rogue One: Uma História Star Wars/Lucasfilm/Reprodução // Capitã Marvel/Marvel Studios/Reprodução

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Antes de Capitã Marvel: como Ben Mendelsohn virou o vilão preferido de Hollywood

Ator australiano começou sua safra de antagonistas em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Mariana Canhisares
12.03.2019
18h00
Atualizada em
12.03.2019
18h00
Atualizada em 12.03.2019 às 18h00

Só falta Ben Mendelsohn interpretar um vilão do James Bond. Afinal, nos últimos dez anos o ator australiano passou por uma galáxia muito distante, pela Gotham de Christopher Nolan e até pela moderna, porém medieval Nottingham de Robin Hood, em todas vivendo antagonistas. Assim, esse tipo de personagem já não é nada estranho para ele agora que chega ao universo cinematográfico da Marvel. Em Capitã Marvel ele vive Talos, um líder militar Skrull que rivaliza com a equipe de guerreiros Kree da protagonista.

Para entender como Ben Mendelsohn se tornou o antagonista preferido de Hollywood, relembre seus personagens vilanescos desde Batman até Capitã Marvel:

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

Warner Bros./Divulgação

"Este foi o momento em que percebi que as coisas estavam dando certo", brincou o ator em entrevista à GQ. No último filme da trilogia do Homem-Morcego, Mendelsohn é John Daggett, um executivo rival de Bruce Wayne (Christian Bale) que financia Bane (Tom Hardy) como um meio de obter o controle da empresa do protagonista.

"Não lembro muito do Daggett, não me importava particularmente com ele. Tentei não fazer besteira", afirmou. De fato, o personagem não é muito memorável, sobretudo estando ao lado do Bane. Porém, este foi o primeiro de uma safra de antagonistas em blockbusters.

Rogue One: Uma História Star Wars (2016)

Lucasfilm/Divulgação

"Interpretar Orson Krennic em Rogue One e poder falar que eu construí a Estrela da Morte, quem mais pode fazer isso? Não dá para superar", disse Mendelsohn ao Hollywood Reporter. Bem, o Galen Erso de Mads Mikkelsen facilmente poderia reivindicar a autoria do projeto. Mas, o almirante do Império, como bom líder autoritário, não veria relevância. Seu objetivo era acabar com a Aliança Rebelde e, assim, obter a aprovação do Imperador. Seu destino, porém, foi bem menos glorioso.

Jogador Nº 1 (2018)

Warner Bros./Divulgação

Na adaptação de Steven Spielberg de Jogador Nº 1, Mendelsohn é Nolan Sorrento, o principal adversário do Parzival (Tye Sheridan) para conseguir o controle do universo de realidade virtual chamado OASIS. Como CEO da megacorporação IOI, que planeja lucrar muito neste ambiente virtual colocando publicidade em tudo, o executivo tem à sua disposição todos os recursos para cumprir seu objetivo. Porém, ele definitivamente não é tão fã de James Halliday (Mark Rylance) como o protagonista, e entender a cabeça do cocriador do OASIS é essencial para conseguir a posse da empresa. Por isso, Sorrento não sente nenhuma inibição de ir atrás de Parzival na vida real para matá-lo. 

Robin Hood - A Origem (2018)

Summit Entertainment/Divulgação

Personagem clássico, o ganancioso Xerife de Nottingham foi adaptado em diversas ocasiões nos cinemas. As comparações seriam, portanto, naturais, mas o ator sabia que essa era uma batalha difícil de se vencer. "Já disse muitas vezes, você nunca terá algo mais divertido e glorioso do que o xerife de Alan Rickman [em Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões]. Certamente não estava tentando competir com esses caras”, disse à GQ.

Realmente, a abordagem do ator não é a mais habitual, até porque Robin Hood - A Origem não se propõe a ser uma história medieval padrão. Dando um toque moderno e urbano à narrativa, o diretor Otto Bathurst aproximou o vilão à figura do político moderno. Dessa vez vestindo jaqueta de couro, Mendelsohn voltou ao tipo autoritário, tentando manter os lucros da guerra em detrimento do seu povo.

CUIDADO COM O SPOILER: Capitã Marvel (2019)

Marvel Studios/Divulgação

Talos parecia ser apenas mais um líder com ares tirânicos na carreira de Mendelsohn, com exceção ao fato de essa ser sua primeira vez atuando com próteses no rosto e, bem, o personagem em questão ser um alienígena. Inicialmente, ele sentiu dificuldades para se expressar em certas situações, mas acabou percebendo os benefícios de usar tanta maquiagem. “É como o efeito de uma cobra: ela não necessariamente precisa fazer muita coisa para que você preste atenção nela. Só de ver aquela cabeça repitiliana tem um efeito."

Mas essa não é a única experiência surpreendente de Capitã Marvel - apesar que nessa quem é pego de surpresa é o público. Revela-se, ao final, que Talos e os Skrulls são vítimas da dominação Kree, e não o contrário. Durante a guerra, o militar admite que, assim como Yon-Rogg (Jude Law), sujou suas mãos. Porém, inesperadamente, Talos acaba sendo um ponto fora da curva na carreira do australiano nos últimos anos.