Amarela | Curta pré-indicado ao Oscar é "representatividade real", diz produtora
Jacqueline Sato falou sobre temas e jornada do longa
Créditos da imagem: Bastidores de Amarela - da esq. para a dir.: Ricardo Oshiro, Caroline Hamanaka, Jacqueline Sato, Kazue Akisue e Melissa Uehara (Divulgação)
Jacqueline Sato está na torcida por Amarela, curta-metragem brasileiro contemplado na lista de pré-indicados do Oscar 2026 - e não só porque o projeto é sua estreia como produtora executiva e colaboradora de roteiro.
“No momento, o maior desejo é que ele vá para a próxima fase, representando nosso Brasil nessa premiação e, melhor ainda, trazendo a estatueta na categoria”, comenta ela, em aspas exclusivas do Omelete. “Este curta é muito especial para mim em tantos âmbitos - por dar conta de traduzir tão sensivelmente a dor do não pertencimento, por abarcar nossa identidade de forma autêntica e profunda, nos fazendo sentir representadas de verdade”.
Dirigido por André Hayato Saito, Amarela acompanha uma jovem brasileira de 14 anos, de família japonesa, durante a Copa do Mundo de 1998. O dilema gira em torno da vontade da protagonista de se juntar aos amigos na torcida pelo Brasil, e o sentimento de exclusão que sente por sua herança familiar - como comentou o próprio diretor ao Omelete.
“Eu realmente me identifico com este curta", diz Jacqueline. "Vejo, através da Erika, interpretada pela brilhante Melissa Uehara, muito da Jacqueline do passado que, por vezes, sofreu, sentiu dores que não sabia nomear e as atravessou em silêncio. Na época, não sentia que tinha alguém com quem conversar e, de fato, não tinha. Até hoje são poucas as pessoas com quem é possível conversar sobre esse tema”.
Amarela concorre a vaga na categoria Melhor Curta-Metragem (Live-Action) no Oscar 2026. As indicações finais serão reveladas em 22 de janeiro.