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Adaptação ao cinema de Batalha Naval será de humanos versus aliens - diretor explica

Peter Berg fala sobre a motivação e o equipamento dos Regents

Marcelo Hessel
03.12.2009, às 00H00
ATUALIZADA EM 06.11.2016, ÀS 03H10
ATUALIZADA EM 06.11.2016, ÀS 03H10

A Universal Pictures segue produzindo Battleship, a adaptação ao cinema live-action do clássico jogo de tabuleiro Batalha Naval, da Hasbro. O CHUD conversou com o diretor Peter Berg (O Reino, Hancock) e conseguiu detalhes do projeto, especificamente sobre a controversa premissa, que colocará humanos para trocar tiros no mar com alienígenas.

No filme, os aliens serão conhecidos como Regents, e eles chegam à Terra sem, necessariamente, um propósito de nos governar ou nos destruir. "Eu diria que é meio A Ponte do Rio Kwai. Os aliens estão tentando construir algo, porque estão com problemas em seu planeta, e precisam de uma fonte de energia. Eles estão tentando completar essa construção e, apesar de não terem nada contra ninguém, não se importarão de matá-lo se você interferir no plano deles", começou.

Os Regents chegam à Terra em naves, mas uma vez na água seus veículos se comportam como embarcações. Uma delas se danifica e, talvez por isso, a volta para o espaço fica temporariamente comprometida (elemento que aproxima bastante o filme de Distrito 9). Essas naves são, segundo Berg, enormes navios pretos que se parecem com insetos, como aliscafos, com "pernas" que lhes permitem mover horizontalmente em várias direções.

A tecnologia bélica, porém, não é avançadíssima - nada de lasers, portanto. "Eles têm uma ecologia similar à nossa, então nosso planeta se torna interessante para eles do ponto de vista biológico. Já as naves são variadas. Algumas são violentas, outras não. E algumas equivalem aos nossos destróiers, com arsenal balístico."

Os aliens serão criados pela ILM com a mesma tecnologia que deu vida a Davy Jones em Piratas do Caribe: atores reais em cena, combinados com computação gráfica. Há os Regents pacifistas e os mais exaltados. "Mas todos eles se preocupam com o fato de haver uma séria falha mecânica em uma das naves, e eles tantam lidar com essa falha", disse o diretor. A ideia não é manter a tática ou os planos dos aliens em segredo; boa parte da ação será mostrada do ponto de vista deles, como uma partida de Batalha Naval mesmo.

Do lado dos humanos haverá uma frota de cinco navios (aparentemente internacional e não só estadunidense), e o protagonista da história é o comandante da embarcação principal, o destróier. A história se passará nos dias de hoje. A premissa do jogo - tentar adivinhar onde o inimigo está posicionando sua esquadra - será aplicada no filme a partir da tecnologia naval atual (capaz de identificar objetos ao redor com sonares, radares etc.) e da trama ficcional (o fato das naves alienígenas sumirem e aparecem no radar de tempos em tempos).

Berg completa dizendo que não será uma história sobre uma esquadra tentando superar a visível vantagem do oponente alienígena, e sim sobre dois inimigos equilibrados numa batalha, tentando antever as ações de ambos os lados.

Os irmãos Jon e Erich Hoeber, que adaptaram Terror na Antártida, cuidam do roteiro. As filmagens começam entre março e maio de 2010.

Battleship

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