A24 defende trato com o Google para pesquisar IA: "Vamos representar artistas"
Estúdio independente afirma que parceria com Google DeepMind é para dar voz a artistas na criação de ferramentas
Créditos da imagem: Reprodução
A A24 explicou que sua parceria de pesquisa com o Google DeepMind tem como objetivo garantir que o estúdio tenha "um assento à mesa" na discussão sobre inteligência artificial em Hollywood, após críticas de fãs que acusaram a produtora de abraçar a tecnologia.
O anúncio da parceria na segunda-feira (22) gerou reação negativa nas redes sociais, com seguidores acusando a A24 de trair seu público. "Que diabos é essa colaboração com IA? Vocês conhecem a sua base de fãs?", escreveu um usuário no Instagram.
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Em comunicado ao site Wired, a representante de comunicações da A24, Sophia Shin, afirmou: "Esta é uma parceria de pesquisa. Estamos trabalhando lado a lado com os pesquisadores do DeepMind para aprender, iterar e construir, tendo uma participação ativa na criação de novas ferramentas e fluxos de trabalho. Nosso relacionamento com nosso público é algo que não tomamos como garantido. Esta parceria existe porque queremos ditar quais ferramentas serão construídas para os artistas, e para que eles tenham voz na criação delas, em vez de receber ferramentas prontas. Preferimos ter um assento à mesa do que ficar na arquibancada".
O acordo dá à A24 e à sua divisão tecnológica, A24 Labs, acesso à pesquisa e infraestrutura do DeepMind, enquanto os pesquisadores da unidade trabalharão com o estúdio para desenvolver novos fluxos de trabalho e identificar quais ferramentas os cineastas podem querer. A parceria não dá ao Google acesso ao catálogo ou dados da A24, e não há obrigação para os cineastas usarem as ferramentas.
O CEO e cofundador do DeepMind, Demis Hassabis, escreveu em um blog que a empresa acredita que "a melhor maneira de desenvolver ferramentas que capacitem artistas é trabalhar diretamente com eles".
Alguns cineastas da A24 se manifestaram contra a IA. O diretor Kane Parsons (Backrooms: Um Não-Lugar) classificou a IA generativa como "um sintoma de uma podridão cultural e econômica mais ampla" e disse que, se pudesse, "faria a IA generativa desaparecer para sempre". Os diretores Scott Beck e Bryan Woods (Herege) incluíram nos créditos de seu filme distribuído pela A24 a nota: "nenhuma IA generativa foi usada na criação deste filme".
A parceria com a A24 é mais um movimento da indústria em relação à IA, após acordos semelhantes da Disney com a OpenAI, da Lionsgate com a Runway e da compra da startup de IA de Ben Affleck pela Netflix.
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