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A Vida Invisível | Chegou a hora do Brasil no Oscar?

Entrevistamos o diretor Karim Aïnouz nos estúdios do Omelete

A cozinha
18.11.2019
12h39

A Vida Invisível foi o filme brasileiro escolhido para tentar uma vaga no Oscar 2020. Com nomes como Fernanda Montenegro, Julia Stockler e Carol Duarte no elenco, a produção conta a história de Eurídice e Guida, duas irmãs inseparáveis. Enquanto uma sonha em encontrar o amor verdadeiro, a outra deseja se tornar uma pianista de sucesso. No entanto, elas são obrigadas a viver separadas por conta do pai e seguem com esperança de uma reunião.

Em entrevista ao Omelete, o diretor Karim Aïnouz afirmou que está animado com o lançamento da produção, que foi exibido na Mostra de Cinema de São Paulo e estreia em circuito nacional em 21 de novembro. A expectativa de Aïnouz é que o longa alcance um número significativo de público, em comparação com suas produções anteriores (O Céu de Suely, Madame Satã, Praia do Futuro).

O diretor também comenta sobre a coprodução de A Vida Invisível com a Alemanha e como isso é positivo na hora de fazer um filme. "O que eu acho muito importante é exatamente essa troca, de entender o que estamos contando e como isso é entendido em outros lugares. Sempre que estou filmando, escrevendo ou montando, fico me perguntando 'será que alguém na China vai entender o que é isso? Será que alguém em outro contexto cultural vai entender do que estamos falando?'. Acho que é muito importante ter os dois lados: fazer um filme que seja possível e alcance um público fora do Brasil, mas também que seja um filme que consiga adentrar o Brasil de maneira contundente".

O diretor afirma também que queria fazer um filme cheio de "excessos". "Eu adoro o excesso na música, na cor, na interpretação, que não necessariamente é uma atuação naturalista e econômica. Outra coisa que me interessou foi construir um universo que não fosse exatamente real, que é algo muito sedutor para o público. O melodrama tem isso: o lado didático, o texto tem uma mensagem muito clara, mas a graça é quando ele se torna algo com magia e encantamento cinematográfico", completa Aïnouz, afirmando que está interessado em fazer novas adaptações literárias ao cinema. Confira acima a entrevista completa.