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A Professora de Francês | Filme brasileiro terá estreia mundial no Festival de San Sebastían

Filme debate questões sociais importantes como intolerância de gênero, fanatismo religioso e violência produzida pelo preconceito

Omelete
2 min de leitura
Atualizada em 10.08.2026, ÀS 11H48
A Professora de Francês estreia mundial no FESTIVAL DE SAN SEBASTIÁN

Créditos da imagem: Divulgação

O cinema brasileiro continua alcançando projeção internacional e a novidade da vez é A Professora de Francês, quarto filme do cineasta brasileiro Ricardo Alves Jr., que terá sua estreia no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. A première será em setembro em um dos eventos mais importantes e tradicionais da Europa, com exibição na mostra competitiva Horizontes Latinos, dedicada ao cinema latino-americano contemporâneo.

Em relação ao circuito comercial, o longa chega aos cinemas brasileiros somente em 2027, com distribuição da Embaúba Filmes.

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Coprodução entre Brasil, França e Portugal, A Professora de Francês foi filmado em Belo Horizonte e acompanha Graça (Grace Passô), que vive com a namorada francesa, Clara (Jehnny Beth), e trabalha dando aulas particulares de francês. Após uma emergência de saúde do pai, ela retorna à casa onde cresceu e se depara com vizinhos que lideram uma seita na comunidade.

O elenco também conta com Elisa Lucinda, Bárbara Colen, Rômulo Braga, Eduardo Moreira, Italo Laureano, com destaque para o veterano Rodger Rogério, o pai de Graça, e para Pedro Goifman, que vive o jovem e enigmático Tomás, uma das figuras centrais da seita.

Com elementos de suspense, thriller psicológico e horror, o filme aborda intolerância de gênero, fanatismo religioso, homofobia e violência provocada pelo preconceito.

O diretor usa o horror não para explorar o sobrenatural, mas para mostrar como ele provém de uma realidade marcada pela violência, pela intolerância e pela dominação.

“Escolhi abordar essas questões por meio do diálogo com o cinema de gênero porque acredito que o horror tem a capacidade de revelar, de forma contundente, violências que muitas vezes permanecem naturalizadas no cotidiano. O mal é a intolerância, a dominação e a homofobia, que se disfarçam de moral, proteção e compaixão. Me interessa observar como essas forças se infiltram nas relações mais íntimas, apropriando-se da fé, da solidariedade e da família para justificar diferentes formas de violência”, explica Ricardo Alves Jr.

A produção é de Thiago Macedo Correia, pela EntreFilmes, com roteiro de Germano Melo, baseado em argumento escrito em parceria com Ricardo Alves Jr.

 

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