A Hora do Pesadelo | Em paralelo à Paramount, Warner também prepara reboot
Estúdios aceleram projetos rivais e disputam qual nova versão chegará primeiro aos cinemas
Créditos da imagem: A Hora do Pesadelo/Divulgação
A franquia A Hora do Pesadelo entrou no centro de uma disputa entre a Paramount e a Warner Bros. Após a Paramount anunciar que desenvolve um reboot do clássico de terror, um novo relatório do Puck News, assinado por Matthew Belloni, revela que a Warner também prepara sua própria versão. Nos bastidores, os dois estúdios aceleram os projetos para definir qual reboot chegará primeiro aos cinemas antes da conclusão da fusão.
Segundo Belloni, a Warner negocia com Lee Cronin (Maldição da Múmia) para escrever, produzir e dirigir seu filme. Já a Paramount, que ainda procura um diretor, desenvolve o reboot pelo selo Paramount Pictures Primal, com produção dos herdeiros de Wes Craven, um dos principais diferenciais do projeto. O estúdio, porém, possui apenas os direitos de distribuição nos Estados Unidos, enquanto a Warner controla o lançamento internacional.
De acordo com o relatório, a Paramount acreditava que, quando seu reboot entrasse em produção, a fusão entre as empresas já estaria concluída, o que faria a Warner distribuir a versão da Paramount internacionalmente. Uma fonte ligada à Paramount, porém, negou essa versão e afirmou que o acordo pelos direitos de distribuição nos Estados Unidos foi negociado de forma independente, sem qualquer expectativa relacionada à fusão. Ainda assim, a estratégia atribuída ao estúdio teria desagradado aos chefes da Warner Pictures, Michael De Luca e Pam Abdy, que decidiram acelerar um projeto próprio. Ainda segundo Belloni, a aposta da WB é que, caso seu reboot avance primeiro, a Paramount acabe desistindo do projeto. Nenhuma das empresas comentou oficialmente o assunto.
Enquanto isso, fontes ligadas à Paramount afirmam que a aprovação dos herdeiros de Wes Craven é um diferencial importante para conquistar os fãs da franquia. Já pessoas próximas à Warner argumentam que a versão rival teria limitações criativas por seguir de perto o filme original.
Nos bastidores, a Paramount acredita que seu reboot pode arrecadar pelo menos US$ 70 milhões, mesmo com lançamento restrito aos Estados Unidos. O acordo de direitos, porém, limita o projeto praticamente a uma refilmagem plano a plano do clássico e impede a exploração de produtos licenciados da franquia. Pessoas ligadas à Warner questionam justamente o potencial comercial de uma versão tão fiel ao original. Apesar disso, uma fonte da Paramount resumiu o clima da disputa ao Puck News: "Acho que temos uma corrida. Vamos fazer de tudo para vencê-los."
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