Assine HBO Max e assista HOTD!

Icone Fechar
Filmes
Notícia

A Grande Final

Confira a dificuldade de acompanhar a Copa do Mundo nos lugares mais inóspitos

Atualizada em 21.09.2014, ÀS 13H22

O futebol, a tal da paixão nacional, é o esporte mais popular do mundo. E, logicamente, o momento máximo é a Copa do Mundo, evento que acontece a cada quatro anos e reúne as melhores seleções do planeta. Quem acompanha o esporte bretão sabe que nem sempre o melhor time sai de campo vencedor. O Brasil de 1982, a Holanda de 1974 e a Hungria de 1954 que o digam. Mas houve uma seleção que conseguiu unir o tão sonhado futebol-arte com o futebol-resultado. Foi o esquete canarinho que brilhou nos gramados do México, em 1970. Além de trazer para o país de forma definitiva (até ser roubada) a taça Jules Rimet, aquela seleção criou em torno do nosso futebol uma aura de perfeição. Desde aquela época, os brasileiros são vistos como os que têm o estilo de jogo mais vistoso, alegre e empolgante. Por isso, é comum, em andanças pelo mundo, encontrar pessoas dos mais diferentes países, credos e raças usando a tal camisa amarela, tão imponente dentro das quatro linhas.

Tudo isso para dizer que o longa-metragem A Grande Final (La Grand Final, 2006) não seria o mesmo se de um lado do campo não estivesse o Brasil de Ronaldo Nazário - "Fenômeno" até mesmo com aquele corte de cabelo ridículo. O filme gira em torno da última partida da Copa do Mundo de 2002, no Japão, quando o Brasil venceu e convenceu contra a Alemanha, vazando por duas vezes o recém-eleito melhor jogador do mundo, o goleiro Oliver Kahn.

Omelete Recomenda

1

None

2

None

3

None

Mas não foi só aqui no Brasil e lá na Alemanha que as pessoas mudaram as suas rotinas para acompanhar o tal confronto. E este foi o "gancho" utilizado pelo cineasta espanhol Gerardo Olivares para criar seu trabalho mais recente. Usando sua experiência com documentários, Olivares dá ao seu filme um ar de reportagem. Ele e sua câmera "seguem" três grupos bem distintos e distantes nos momentos que antecedem a final.

Um deles é uma tribo nômade da Mongólia, que usa seus falcões para caçar e aparece montada em desajeitados pôneis percorrendo a seca e fria região atrás de comida e energia elétrica para poder ligar sua televisão. O segundo grupo, composto por Tuaregs, carrega no lombo dos seus dromedários uma TV, em direção ao único lugar do deserto de Niger onde a recepção será boa o suficiente para acompanhar a partida. E o último, caso você não tenha adivinhado ainda, se passa na Amazônia, com índios vestidos "para a guerra" com camisetas da Nike e à procura de um lugar para torcer.

Como se os ambientes já não fossem curiosos o suficiente, Olivares e seu co-roteirista Chema Rodríguez constróem situações engraçadas para mostrar não apenas o dia-a-dia destes três grupos, mas principalmente os esforços que eles fazem para conseguir acompanhar a partida. A paixão pelo futebol e tudo o que ele traz consigo (o descaso das mulheres, a união entre desconhecidos e as rixas entre torcedores) se mostram globalizados e certamente renderão boas risadas. Mas a verdade é que (perdoem-me mulheres, mas a visão machista falará mais alto) A Grande Final é como futebol feminino amador. Engaçado por um tempo, mas depois de um tempo acaba cansando.

Comentários (0)

Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.

Escrever comentário


Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.