Filipe Bragança aprendeu a remar para 100 Dias: “Estava em cena o tempo todo”
Ator contou ao Omelete sobre biografia de Amyr Klink, e relação do velejador com a mãe
Créditos da imagem: Filipe Bragança como Amyr Klink em 100 Dias (Reprodução)
Filipe Bragança teve, em 100 Dias, uma experiência inédita na carreira: a de liderar um filme sozinho, muitas vezes sem nenhum companheiro de cena - e, por isso mesmo, não ter muito tempo livre durante as gravações.
O Omelete conversou com o ator sobre esse e outros desafios da biografia de Amyr Klink, que retrata principalmente a sua travessia solo à remo do Atlântico Sul, realizada em 1984.
Durante passagem do filme pelo Festival do Rio 2026, ainda pudemos perguntar à atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu sobre interpretar Asa Klink, mãe e maior apoiadora do velejador. Confira trecho do papo a seguir!
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OMELETE: Filipe, naturalmente, esse é um papel muito físico para você. Queria saber que tipo de preparação você fez e se, durante as filmagens, foi tão ou mais desafiador do que você esperava?
BRAGANÇA: Eu acho que são vários desafios, a começar por ser um filme muito solitário. É um protagonista encarando uma viagem sozinho, embora tenha sim a presença da mãe, da família, de todos que contribuíram para o processo dar certo. E para mim, apesar de solitário, eu estava sempre com o Carlos [Saldanha], sempre com a nossa equipe. Fisicamente, eu tive que aprender a remar – nunca tinha remado na vida! Fiz várias aulas de remo, emagreci para ficar mais parecido com o Amyr, que era bem magrinho, e ainda emagreceu durante a viagem. Foram vários desafios físicos, mas que me ajudaram muito a mergulhar com intensidade e concentração nessa experiência.
Durante as filmagens, eu me surpreendi com o desafio de realmente ser o único ator no set. Eu tinha pouco tempo para fazer qualquer outra coisa que não fosse estar em cena, e acho que isso me surpreendeu bastante, porque foi a experiência mais nova para mim. Mas, apesar de todos os desafios, eu vivi muitas alegrias, muitas aventuras, e eu fui muito feliz durante todo esse processo, até porque eu sempre quis fazer um filme como esse. Eu adoro filmes de um ator só, então eu estava eu estava muito feliz.
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OMELETE: Como o Filipe mencionou, o Amyr tinha uma ligação muito forte com a mãe, e a gente vê isso muito no filme. Queria saber da Philippine como foi o processo de construir essa relação dos dois, e como você vê o papel da sua personagem na dinâmica da família?
LEROY-BEAULIEU: No primeiro instante entendi que ela era a pessoa que ia libertar o filho da influência do pai, que era muito forte. O pai era uma uma presença, uma identidade muito forte para o filho. E ela é uma pessoa que tem uma personalidade muito forte, e para ela o filho tinha que ter a liberdade para poder se encontrar como homem. Então, ela tinha muita vontade de o filho partir, descobrir a si mesmo. Eu entendi isso, também entendi a fé, a coragem que ela tinha – a fé no filho, a fé na vida. Porque ela também é uma pessoa que viajou da Suécia até aqui e descobriu uma vida nova. Então, ela também tinha essa coisa de aventura. Eu gostei muito disso, do amor que ela tinha pelo filho.
*100 Dias já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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