Tamara Klink pode inspirar sequência de 100 Dias? Carlos Saldanha avalia a ideia
Omelete conversou com o diretor, e com o biografado Amyr Klink, sobre a possibilidade
Créditos da imagem: Tamara Klink e cena de 100 Dias (Reprodução)
100 Dias nem bem chegou aos cinemas, colocando na tela grande a histórica travessia de Amyr Klink (Filipe Bragança) pelo Atlântico Sul em 1984, e a ideia de uma continuação já parece natural.
Afinal de contas, a filha de Amyr, Tamara Klink, herdou a aptidão do pai para o velejamento e para a escrita. Com livros como Mil Milhas e Nós: O Atlântico em Solitário, que narram uma série de aventuras marítimas, ela parece a estrela natural de um próximo filme nesse mesmo "universo".
O Omelete falou com o diretor Carlos Saldanha e com o próprio Amyr Klink durante passagem de 100 Dias pelo Festival do Rio 2026, e perguntou aos dois sobre essa possibilidade. Confira o papo!
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OMELETE: Amyr, a gente viu recentemente que a sua filha, a Tamara, está seguindo os seus passos no oceano - e na escrita também. Carlos, será que vem aí mais um filme com o livro dela, contando essa história?
SALDANHA: [Risos] Tudo é possível, tudo é possível. Vamos lançar esse primeiro, aí a gente pensa, né? A minha vida sempre foi assim. Você faz um filme, depois já vem o pessoal falando: "Vamos fazer a sequência?". E você fica: "Putz, a sequência... vamos lá começar tudo de novo".
KLINK: Era tudo o que eu não queria, que ela virasse navegadora. [Risos] Acontece que ela lê mais que eu, escreve extremamente bem, e ela entendeu que não adianta pegar o barco do pai – ela tinha que arrumar o barco dela. Ela achou um barco caindo aos pedaços, incendiado, restaurou, e eu expliquei para ela: “Você vai sofrer, vai chorar, vai desistir, vai recomeçar. E, se você aguentar esse processo todo, você vai voltar”. Depois que ela terminou a última experiência maluca dela lá, a passagem do Noroeste, uma invernagem no Ártico, eu falei: "Filha, agora eu empresto o meu barco para você". E ela falou: "Pai, agora eu não quero mais". [Risos] Ela entendeu que cada um tem que construir a sua própria história. História não se herda, não é que nem dinheiro. História é uma espécie de fortuna que você pode dividir com todo mundo, ninguém rouba, ninguém desmancha. E ela está feliz, não sabemos para onde ela vai agora, mas está bem feliz com as viagens e com os escritos que ela tem feito.
*100 Dias já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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