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Turquia encerra a competição do Festival de Cannes sob salva calorosa de aplausos com The Wild Pear Tree

Diretor Nuri Bilge Ceylan vira o favorito ao prêmio de roteiro com trama sobre acerto de contas em família

Rodrigo Fonseca
18.05.2018
19h19
Atualizada em
29.06.2018
02h37
Atualizada em 29.06.2018 às 02h37

Existem cineastas cuja filmografia quase integral se fez conhecer mundialmente através do Festival de Cannes, o que os torna xodós da casa, como é o caso do turco Nuri Bilge Ceylan. Aos 59 anos, o ator e diretor teve seis filmes exibidos aqui em anos anteriores e chegou a ganhar a Palma de Ouro, em 2014, com Sono de Inverno.

Dada sua fidelidade ao evento, ele foi escalado para fechar a seleção competitiva deste ano com um doloroso conto moral que faz dele o favorito à láurea de melhor roteiro: The Wild Pear Tree. Sua sessão para a crítica terminou com uma das mais calorosas salvas de aplauao deste festival.

Na trama, o jovem recém-formado Sinan (Dogu Demirkol) volta para a casa dos pais, numa zona rural, a fim de escrever um romance e realizar seu sonho de ser escritor. Porém, ao regressar, ele se dá conta do quanto a figura de seu pai, Idris (Murat Cemcir), um professor em vias de se aposentar, é um fardo na sua vida e na de sua mãe (Bennu Yildirimlar, numa das muitas boas atuações femininas desta edição de Cannes).

Apesar de longuíssimo, o filme se mantém firme na tela pelo rigor dos enquadramentos de Ceylan e pela dimensão trágica dos diálogos.

A premiação será realizada neste sábado, pelo júri presidido pela atriz australiana Cate Blanchett. Capharnaüm, de Nadine Labaki, e BlackKklansman, de Spike Lee, são os favoritos.

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