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Neymar na Copa 2026 | Você morre herói ou vive o bastante para se tornar o vilão

Atacante entrou na lista final de Ancelotti para o torneio em meio a divisão de opinões

Omelete
3 min de leitura
18.05.2026, às 19H22.
Neymar na Copa 2026 | Você morre herói ou vive o bastante para se tornar o vilão

A frase acima é dita por Harvey Dent antes de se tornar o vilão de O Cavaleiro das Trevas. Em uma conversa com Bruce Wayne sobre o futuro de Gotham e o papel de cada um na cidade — Dent como promotor e Batman como vigilante —, ele deixa claro que ambos precisam agir de alguma forma para salvá-la. Fã declarado do herói, incluindo a compra de uma réplica do Batmóvel, Neymar chega à seleção brasileira em 2026 diante do mesmo dilema, em sua provável última Copa do Mundo.

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A história do jogador na seleção é marcada desde sua ausência no torneio de 2010, na África do Sul. O debate se Neymar e Ganso deveriam ou não estar na Copa dominou o período da convocação, então comandada por Dunga. A população ficou frustrada, e o time não brilhou. Na fatídica Copa do Brasil, a seleção venceu a Copa das Confederações ao bater a campeã mundial Espanha por 3 a 0, e Neymar foi escolhido o melhor jogador da competição. Um ano depois, o astro era a grande estrela da seleção brasileira, o rosto e o comandante do time. A lesão contra a Colômbia, após a entrada criminosa de Zúñiga, deixou Neymar fora do vexame histórico contra a Alemanha e criou uma falsa ilusão de que, com ele em campo, não perderíamos — ou, pelo menos, não daquela forma.

Quatro anos depois, na Rússia, Neymar virou piada: um jogador que se jogava no chão a todo momento e pedia falta em qualquer lance. No Qatar, em 2022, sob a batuta de Tite, Neymar e a seleção faziam uma boa campanha e vinham de uma trajetória praticamente perfeita nas Eliminatórias. Mas o gol da Croácia, no fim da prorrogação das quartas de final, deixou um gosto amargo, piorado pelo fato de Neymar — por escolha dele ou do técnico — ter ficado com a responsabilidade de bater o último pênalti, que nunca aconteceu.

Entre polêmicas envolvendo sua vida pessoal, posicionamentos políticos e a volta ao Brasil, os quatro anos que antecederam a Copa do Mundo de 2026 colocaram um grande ponto de interrogação sobre Neymar: o jogador ainda teria condições de disputar mais uma competição? As lesões deixaram o camisa 10 parado por quase metade desse período. No Santos, ele não rendeu o esperado — o que também passa pelo fraco elenco entregue ao jogador.

A convocação desta segunda-feira, dia 18, coloca Neymar no centro de uma seleção que nunca brilhou ao longo das Eliminatórias e dos amistosos disputados. Um time que se preparou para a Copa sem Neymar e que chega ao maior torneio de futebol do mundo sem grandes perspectivas, convocando também jogadores questionados, como Alisson, que volta de lesão; Ederson, que não vive boa fase; Léo Pereira; e nomes “desconhecidos” do grande público, mas titulares em seus clubes na Europa.

Mas o centro das atenções — o bat-sinal, para seguir na comparação do primeiro parágrafo — continua sendo Neymar. Será titular? Terá condições de jogo? Vai protagonizar mais um vexame da seleção? Grande parte da população e de seus companheiros acredita que ele pode ser o nome ideal para buscar o Hexa e reacender a esperança de uma boa Copa do Mundo. Mas a linha entre herói e vilão é tênue, e Neymar não dá sinais de que se importa com isso. Não seria surpresa se, com título, ele encerrasse a carreira e virasse um herói nacional; ao mesmo tempo que, se sair derrotado novamente, saia como o vilão de outra derrota. Dia 15 começa essa nova jornada.

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