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Wolverine - Imortal | Omelete Entrevista James Mangold

Diretor fala sobre a história do filme

Equipe Omelete
19.07.2013, às 16H26
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 17H20
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 17H20

Nosso correspondente de Hollywood, Steve Weintraub, conversou com James Mangold, diretor de Wolverine - Imortal (The Wolverine). Ele falou sobre a história do filme, do primeiro corte e das cenas deletadas.

 

Uma das coisas que eu realmente gosto desse filme é que não é um filme de quadrinhos até o terceiro ato. É quando começa... Vamos ser honestos, é um filme de HQs no terceiro ato. Mas até lá, é um filme sobre personagens, com um ótimo roteiro e simplesmente o coloca junto com esses personagens. Fale um pouco sobre fazer esse... Fale um pouco sobre isso.

James Mangold: Bom, eu sempre li HQs dessa forma. Quando eu colecionava HQs da DC e da Marvel e eu as lia, eu sentia... É uma convenção dos filmes em que eles existem meio que neste hyperdrive, onde há ação ao longo de toda a narrativa, em uma sobrecarga sensorial. Não é o que você experiencia, para mim, ao ler quadrinhos. Há muita reflexão, filosofia, internalização, dor, discussões, conflitos, conflitos interpessoais, em quase todas as grandes HQs, incluindo estas. E Chris Claremont e Frank Miller seriam um grande exemplo.

Quanto tempo tinha o primeiro corte do filme?

JM: A versão mais longa do filme... Meu corte... provavelmente tinha 2 horas e 35 minutos, alguma coisa assim. Meu corte original. Mas era um corte que se eu visse agora eu falaria: "Muito longo!" Que eu... Que... Eu acho que nós vamos liberar em algum momento, em Blu-ray ou algo, sem classificação... Com pedaços que, por razões muito boas e de narrativa, saíram do versão final, mas eu acho que fãs muito ativos vão querer assistir. Como eu. Sim! Mas eu acho que será só uns 12 minutos mais longo do que você vê agora.

Esses 12 minutos, são cenas inteiras ou são pedaços de cenas para fluir melhor?

JM: São os dois. É... Há uma sequência de ação, há uma parte de uma sequência de ação. Nós achamos que estava nos atrapalhando. Há outros pedaços que você perde uma parte do diálogo da cena, porque parece que para um público convencional está muito longo para o ritmo do filme. Mas... É tudo parte de... É tudo... Um ótimo editor de filme com quem eu trabalhei, há muito tempo, em "Cidade de Tiras", disse: "A edição é a última versão do roteiro."

Sim.

JM: E... E eu acho que é verdade, especialmente para alguém que escreve como eu, você está sempre trabalhando na narrativa. Não é só sobre fazer o filme o mais curto possível, mas é... Eu vou dizer que eu acho que os filmes devem merecer sua duração e... eu não quero deixar um filme sentindo que eu perdi meu tempo. Eu quero deixar um filme sentindo que eu fui inspirado. E, para mim, é achar o equilíbrio perfeito no investimento da duração. Mas eu preciso dizer que eu... O que eu tive na edição, e eu estou surpreso por ter conseguido nesse filme, é conseguir respirar.

Completamente, sim.

JM: O... O espaço entre as cenas de ação, as cenas íntimas entre os personagens. Eu queria que parece que existissem no mundo, que você consegue ouvir o vento soprar por um segundo, que há um momento em que estes personagens existem no tempo e espaço e que não pareça como... Eu acho que alguns desses filmes do meio do ano são tão rápidos, que parecem, na verdade, um trailer de duas horas.

 

 

 


 

 

 

Wolverine - Imortal estreia 26 de julho nos cinemas.

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