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Transformers 3 - Omelete entrevista Josh Duhamel

O ex-major e agora coronel Lennox fala da sua participação no filme

Equipe Omelete
05.07.2011
00h00
Atualizada em
21.09.2014
17h07
Atualizada em 21.09.2014 às 17h07

O Omelete conversou com Josh Duhamel, o ex-major e agora coronel Lennox de Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua (Transformers - Dark of the Moon, 2011).

Primeiramente, muito obrigado por me receber aqui.

Obrigado por me receber.

Nós falávamos do Brasil, e você disse que ama o Brasil.

Eu realmente amo.

Quantas vezes você esteve aqui?

Acho que é a minha quinta vez. E sabe de uma coisa? Não existe nada igual à alma brasileira. E eu peguei uma praia hoje, dei uma corrida, comprei um coco, fiquei vendo as crianças jogarem futebol na praia. Foi ótimo. Normalmente nós não fazemos entrevistas desse jeito, geralmente ficamos numa pequena sala com luzes quentes.

Eu sei.

Então, eu faria isso qualquer dia da semana.

Com certeza. A primeira vez que você veio foi com Turistas?

Sim.

A partir disso, ao trabalhar em Turistas, e agora sendo um turista, você aprendeu alguma coisa sobre o Brasil que não sabia antes?

Primeiro de tudo: aquele filme...

Você não precisa se desculpar por aquilo...

Eu só gostaria de deixar claro que aquele roteiro foi baseado na América Central. Eu creio que seja na Guatemala. Mas eles queriam fazer o filme em um lugar mais bonito, no Brasil, e a ideia nunca foi dizer que o Brasil é mais perigoso do que qualquer outro lugar, porque não é. Aquilo podia acontecer em qualquer lugar, só calhou de acontecer no Brasil. Acho que tenho que pedir desculpas se ofendi alguém.

Você não ofendeu. Bem, falando do filme. Você subiu de patente…

Sim.

Você recebeu algum conselho diferente dos consultores militares, tipo "como ser mais mandão", ou ainda foram do tipo "como segurar uma arma"?

Sim, quer dizer... Nós tínhamos... Harry Humphries foi o consultor militar nos tês filmes, e foi de grande ajuda porque eu não sou um soldado. Mas meu trabalho é tentar ser o militar mais realista que eu puder, e todos os caras ao meu redor eram Fuzileiros Navais ou Rangers do exercito, ou... não importa, eles são verídicos. Então isso tudo ajuda, eles realmente me ajudam a tentar fazer com que este personagem seja o mais autêntico que puder. E isso é importante, pois este é o meu trabalho principal nestes filmes. Eu não posso ficar andando por aí, segurando a arma do jeito errado, porque se eu fizer isso eles tiram sarro de mim, acredite!

Você tem que pagar flexões, não é?

Sim, eu tenho que pagar flexões, ou recebo xingamentos, ou qualquer outra coisa...

Você também está voltando para a TV para fazer All My Children, certo?

É só uma ponta ou está... Você conhece All My Children?

Bem, um pouco.

Eles não passam All My Children no Brasil, passam?

Não passa aqui, mas eu tenho acompanhado seu trabalho, então...

All My Children me deu a primeira oportunidade como ator, 12 anos atrás. E eu sempre fui muito grato a eles por causa disso, quando eu soube que ia ser tirado do ar depois de 41 anos, liguei para lá e perguntei se eu poderia fazer uma última aparição. Eles deixaram, e semana passada nós filmamos. Então foi um modo de mostrar minha gratidão.

OK. O quão difícil foi, ou tem sido, passar da TV para o cinema?

Não é fácil. Pois começar em novelas… Eles fazem novelas aqui, certo?

Sim.

É quase a mesma coisa.Há um estigma ligado a isso. Eles tentam te colocar dentro de uma caixa, e você tem que escapar para provar que você pode fazer mais do que só aquilo. Então eu saí da novela e fui para a TV aberta, num horário mais tarde, e daí para o cinema. Eu tentava fazer cinema sempre que tinha intervalos nos programas de TV. E não é fácil. Porque é como eu disse, as pessoas querem te classificar como uma coisa. Então você constantemente tenta sair dessa caixa. É um desafio e é parte de algumas das coisas que eu adoro sobre isso: todo dia é diferente um do outro. E todo trabalho é diferente do trabalho anterior. Então... Você nunca sabe qual será seu próximo trabalho, e está sempre tentando crescer, melhorar e fazer coisas novas.

Antes de terminar, uma última pergunta: agora você está mais geek sobre carros, após a trilogia Transformers?

Se eu estou mais geek?

Sim, mais geek.

Você sabe o que é geek?

Sim, eu sei.

Eu sou um pouco geek, eu admito. Sim. Quer dizer... Estes filmes são muito... Os rapazes gostam muito deste filme por causa dos carros, por causa das sequências de ação, das armas ou o que quer que seja. Então quando eu vi os carros de corrida com armas acopladas, eu voltei a ser um garotinho de 10 anos, que queria.... Se eu fosse uma criança de 10 anos, eu teria aquele carrinho. Mas ao mesmo tempo... Acho que Rosie fez um ótimo trabalho para seu primeiro filme. Eu achei que a conexão entre ela e Shia foi muito boa. E é isso que as garotas procuram. Muitas garotas também gostam de carros e de ação, então eu não quero dizer que é só para homens, porque nós tentamos fazer isto para todo mundo. Nós tentamos colocar tudo que podíamos, quer dizer, a história é muito humana desta vez, a história é mais linear. É muito mais sombrio que os dois primeiros filmes, e muito mais maduro. E como eu disse, as cenas de ação estão melhores do nunca, então eu acho que este filme tem algo para todos.

OK. Muito obrigado.

Obrigado.

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