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Poder Sem Limites | Omelete Entrevista Michael B. Jordan

Ator fala sobre seu personagem, as filmagens e atuar na série House

Equipe Omelete
28.02.2012, às 16H20
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 17H16
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 17H16

Poder Sem Limites (Chronicle), novo filme em estilo documental, estreia esta semana. Para a divulgação do filme nosso correspondente em Los Angeles, Tommy Cook do site Collider, entrevista o elenco principal e o diretor do filme, Josh Trank.

Por último entrevistamos Michael B. Jordan, que faz o personagem Steve Montgomery, um adolescente aspirante a político. Jordan falou sobre política, a construção do personagem, as diferenças entre fazer cenas fantásticas e cenas reais, ter atuado em séries de TV como The Wire e Friday Night Lights e seu próximo projeto na série House.

O que eu gosto no Steve em geral é que ele quer ser um político. Ele é cauteloso e charmoso. Então você já presume que ele está escondendo algo. Que tem algo de errado com ele. Mas no fim ele acaba sendo o cara mais honesto e sincero do filme. Especialmente nesta cena política atual, como é interpretar uma figura política tão idealizada?

Para ser honesto, acho que foi uma forma de mostrar que você pode ser político e também completamente honesto. E que no fim do dia as coisas nem sempre acabam da melhor forma. Foi... O Steve foi um personagem legal de fazer porque todos gostam dele, sabe? Ele quer ser o melhor cara possível. Ele quer ajudar o Matt e o Andrew com suas coisas mas ao mesmo tempo não quer se meter nos assuntos de família. Ele está sempre jogando dos dois lados. É, o Steve foi legal. Foi legal interpretar ele.

Você se inspirou em alguma figura política para fazer o personagem?

Agora pensando eu lembro do Cory Booker, sabe? Ele é o prefeito de Newark.

Sim.

Newark, em Nova Jersey. É fácil de gostar daquele cara. Ele é muito consistente quanto a fazer o que fala, suas promessas. Acho que o Steve é parecido. Então essa seria uma figura política que eu compararia.

Entendo. Tiveram duas semanas de ensaio. O que neste processo te ajudou a desenvolver o personagem? Descobrir coisas sobre ele?

Acho que foi a ligação entre nós três. O fato de termos vivido juntos por duas semanas. Duas semanas e meia. Vivemos juntos na mesma casa. Acho que essa foi a ligação dos personagens entre nós. A gente tinha que conhecer um ao outro. Nos tornamos amigos e próximos. E conforme isso acontecia... Durante o dia nós não ficávamos no personagem mas o Dane ficava mais recluso, sozinho no seu mundo fazendo suas coisas. Eu e o Matt ficávamos oscilando. A gente lia as falas e ensaiávamos sozinhos. Nós tínhamos nosso sistema e nossa química que seguíamos todo dia. Acho que ajudou. Quando começaram as filmagens já estávamos preparados.

Quando você faz uma cena excepcional como voar ou coisa assim e outras coisas mais reais como campanhas e tal como você lida com essas situações diferentes?

Acho que quando você está voando ou coisa assim você só deixa a imaginação fluir. Acho que esta foi a melhor parte desse filme porque os efeitos visuais eram feitos a partir dos nossos movimentos. De acordo com o que fazíamos. Então podíamos ir lá e fazer o que quiséssemos e eles sempre faziam acontecer. Acho que funcionou bem porque eu não tinha que acertar nada não tinha uma deixa que me impusesse limites. E as cenas normais com a gente por aí... Felizmente para mim a maior parte das nossas cenas em que não voávamos ou coisas assim, a gente tinha os poderes. Então tínhamos essa confiança extra com a gente, sabe? Essa bravura extra. Isso ajuda o Steve a ser mais pé no chão e não quero dizer "metido", mas "confiante" com nossas habilidades. Foi legal.

Você já trabalhou bastante em televisão. Friday Night Lights, The Wire. Quais as diferenças que você vê entre essa mídia e a dos filmes?

Acho que a única... Acho que a maior diferença entre televisão e cinema tendo feito Friday Night Lights e The Wire, é que o seu personagem não tem um começo e um fim. Ao longo dos episódios e das temporadas eles crescem e mudam, vão em direções diferentes baseado no programa ou qualquer outro caso. Em um filme, você tem o começo e o fim do personagem. Como ator você mergulha e cria o arco.

Você não sabia que o Wallace ia morrer?

Eu não sabia então fiquei tipo: "eu sabia! David Simon, eu sabia!". Mas foi legal, o David é um cara legal, o Ed Burns também. Todos na HBO eram incríveis, eles meio que ficaram: "Mike, a gente te ama. O público te ama. Todos nós te amamos e por isso você tem que morrer". Foi meio isso. Ele me amam até a morte.

Quais são os próximos projetos que você tem?

Tem House em fevereiro. Eu filmei, foi incrível trabalhar naquele programa.

Quem é o seu personagem?

Eu faço um personagem cego de nascença. Não posso falar muito do assunto. Ele é o paciente da semana. Ele é cego e tem algumas reviravoltas com ele. É um personagem legal, acho que vocês vão gostar.

Legal, obrigado.

Sem problema, cara.

Muito obrigado, prazer.

Poder Sem Limites (Chronicle) é um filme de super-heróis filmado no estilo documental de Cloverfield e Atividade Paranormal.

Na trama, três adolescentes são expostos a uma misteriosa substância e começam a desenvolver poderes, que eles usam por diversão em pequenas brincadeiras, até que a situação começa a fugir do controle.

Poder Sem Limites tem roteiro escrito por Max Landis, filho do diretor John Landis (Clube Dos Cafajestes, Um Lobisomem Americano em Londres). A direção fica por conta de Josh Trank, que estreia no cinema depois de trabalhar na série de TV The Kill Point.

Michael B. Jordan, Michael Kelly, Dane DeHaan, Luke Tyler, Alex Russell, Anna Wood e Ashley Hinshaw estão no elenco. A estreia no Brasil acontece dia 2 de março.

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