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O Vingador do Futuro | Omelete Entrevista Colin Farrell

Ator fala sobre o visual do novo filme a preparação física intensiva para aguentar o nível de ação do remake

Equipe Omelete
09.08.2012, às 00H00
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 17H17
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 17H17

Baseado na obra de Philip K. Dick, O Vingador do Futuro (Total Recall) já teve uma versão para os cinemas em 1990, dirigida por Paul Verhoeven. Agora, Len Wiseman (Anjos da Noite) cuida da refilmagem, que tem Colin Farrell como o protagonista Quaid. O nosso correspondente em Hollywood, Steve Weintraub, já viu o filme e conversou com o elenco e o próprio diretor.

No bate-papo com Farrell, o ator falou sobre o visual do novo filme, a importância da computação gráfica usada só quando necessária e a preparação física intensiva para aguentar o nível de ação do remake.

Como você vai?

Colin Farrell: Bem, cara, bem.

Primeiramente, parabéns pelo filme.

CF: Obrigado.

Eu achei ótimo!

CF: Sério?

Sim. Eu realmente quero saber a sua reação. Obviamente, você tem trabalhado neste filme há anos, e você esteve envolvido em todos os aspectos do projeto.

CF: Sim.

Qual foi a sua reação quando viu o filme pela primeira vez?

CF: Eu tenho que entrevistar você, eu acho, porque eu não o vi ainda e você viu. Então, o desconhecido tem a vantagem aqui. Eu não vi o filme. Eu vi o primeiro corte há 5 meses. E mesmo quando eu o vi, eu achei que era divertido. Eu não sou fã das minhas... Eu não gosto de assistir aos meus filmes. Há coisas suficientes na tela deste filme, para tirar a atenção da minha presença nele. Como normalmente faz. Tive esta mesma sensação com O Novo Mundo, porque era tão bonito que a minha presença não estragou o filme para mim. Então, eu estou ansioso... Eu assistirei ao filme finalizado, com todos os efeitos na quarta. Eu vou ao lançamento, e o assistirei por inteiro. Tenho alguns amigos indo. Então, estou ansioso para vê-lo. Porque o mundo que o Len criou... Uma das coisas que me incentivou a fazer o filme foi... foi toda a arte que ele fez. Coisas como esta. Veja The Fall, que é simplesmente maravilhosa! Eu vi muitas coisas bonitas.

Uma das coisas do filme é que parece... Obviamente você não viu ainda, mas o cenário realmente parece de verdade.

CF: Ótimo.

E também com os efeitos já prontos... Você me entende?

CF: Sim.

Fale sobre o benefício de filmar com cenários reais e como foi isso.

CF: É ótimo. Eu acho que uma das maiores exigências do Len, como produtor de filme, junto com o designer Patrick Tatopoulos, foi misturar discretamente os cenários com os efeitos de computador. E se eles fizeram isso, é ótimo, porque... Para mim, eu não sabia como era trabalhar com tela verde e eu não tive que ter um diálogo com uma bola de tênis, que seria o Jar Jar Binks, ou qualquer coisa desse tipo. Qualquer pessoa com quem eu falei, qualquer lugar que eu sentei ou toquei, quase tudo, 98%, estava no cenário. Eles construíram sets muito elaborados. O set da Rekall, onde se viaja. A colônia onde eu conheço a prostituta de três peitos. Aquele set era lindo! Quando eu entrei naquele set, eu levei um tempo para não me emocionar suficiente para... Porque quando você está caminhando deveria ser como se ele visse aquilo todos os dias. Ele não está olhando em volta, pasmo. E eu fiquei um pouco pasmo com o que estava vendo. Porque era metade de um quarteirão, com dois andares, tinha essa caligrafia chinesa por todos os lados, luzes vermelhas, uma ponte em cima de um rio. Tudo dentro do cenário. Era loucura. Então, todas essas coisas realmente ajudam a se ambientar, e realmente faz muito do trabalho para você. Você só tem que existir e se encontrar dentro deste ambiente. Você não exagera na imaginação, ou foca demais no mundo externo.

Uma das coisas desse filme é que, literalmente, é um filme em que a ação não para. Não para nunca.

CF: Sim.

Como um ator, fale um pouco sobre a preparação para este papel, e a intensidade do papel.

CF: Tinham duas... Pensando bem, tinham duas direções para a preparação. Uma foi: eu realmente o vi como um filme independente de 2 milhões de dólares, em relação ao passado do personagem ou, neste caso, a falta dele. Len queria fazer um filme que, mesmo sendo principalmente um filme de ação, tivesse um tanto de emoção e dramaticidade , que pudesse envolver o público. Em algum nível, se fosse só ação, talvez o público não se envolveria. Então, esta foi a intenção. Mas a preparação maior para mim foi a física. Eu tinha quatro meses antes de começarmos a filmar. Eu fui à academia todos os dias, eu corria na esteira. Eu até fiz coisas ridículas como ir à academia depois de 15 horas no set. Esta foi a coisa mais difícil. Manter a forma durante... Tudo bem quando você está em casa e vai à academia por três horas, e este é o seu dia de trabalho, tudo bem. Mas depois na filmagem de seis meses, você come porcarias no almoço, tudo pode desaparecer muito rápido. Então, tentar manter... Porque eu estava em ótima forma antes do filme. E eu sabia que seria uma filmagem difícil. Eu passei seis meses correndo, pulando, atirando, caindo, apanhando, batendo, gritando. Esses tipos de coisas.

Eu tenho que terminar com você, mas claro que eu quero perguntar sobre Seven Psycopaths...

CF: Sim, em novembro. Eu acho que será lançado em novembro. Eu não sei onde irá passar, ou em qual festival de filme... Eu ouvi rumores que irá para o Festival de Toronto, não tenho certeza. Mas eu não o vi ainda. A minha irmã viu durante a semana. Eu sei de algumas pessoas que já viram e falaram que é bem diferente e é incrível. Eles falaram, sem eu perguntar. Eles ficaram: "Este filme é como algo que nunca vimos." É um roteiro bizarramente único, incrivelmente comovente e engraçado. Isto é tudo o que eu sei.

O Vingador do Futuro estreia no Brasil em 17 de agosto.

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