Filmes

Vídeo

Meu Malvado Favorito 2 | Omelete Entrevista Steve Carell

O ator fala sobre a criação do personagem e sobre trabalhos recentes

Equipe Omelete
05.07.2013, às 13:43
Atualizada em 21.09.2014, às 17:20
Atualizada em 21.09.2014, às 17:20

Marcelo Hessel conversou com Steve Carell. O ator deu sua voz à Gru, protagonista do filme, e conta como foi a preparação para as sessões de dublagem e fala também sobre outros trabalhos.

 

Oi, Steve.

Steve Carell: Oi.

Prazem em conhecê-lo e obrigado pelo seu tempo.

SC: O prazer é meu.

Você já viu o filme?

SC: Eu já vi duas vezes.

Duas vezes?

SC: Eu vi uma vez em uma exibição. Sozinho. E depois eu vi com um público de famílias.

Famílias e crianças.

SC: Sim.

Eles amaram o filme?

SC: Eles amaram o filme. E eu não estou dizendo isso porque estou promovendo o filme. Eles realmente amaram. Eu não vejo a hora dos meus filhos verem.

O sucesso do primeiro filme é basicamente por causa de você.

SC: Sim. Foi tudo por causa de mim. E ainda bem que eu estava no filme, porque eu não acho que as pessoas teriam gostado de outra maneira.

Eles pediram alguma opinião sua agora no segundo filme?

SC: Aqui e ali. Sabe, eles estão sempre pedindo por opiniões, enquanto estamos progredindo, fazendo o diálogo. E, há muita improvisação durante. O roteiro em si era ótimo… mas eles estão sempre abertos para novas ideias, novas piadas e coisas que queremos adicionar.

E muita improvisação nas sessões ou antes?

SC: Sim! Muita… Eles… Há tanta liberdade quando se está fazendo um desses filmes que se der certo, ótimo, eles vão colocar no filme, se não der certo, eles não ligam. Você simplesmente dá várias opções, um saco cheio de coisas para eles brincarem depois na edição. E é isso que sinto que seja o meu trabalho.

Você tem alguma técnica de preparação para sua voz? Eles pedem para você não beber na noite anterior ou algo assim?

SC: Não, eles pedem para eu beber na noite anterior. E… Não, realmente não há nenhuma preparação. Eu acho que é bom descansar um pouco na noite anterior, porque as sessões… Não parece muito, mas normalmente duram de cinco a sete horas. E você está fazendo centenas e centenas de falas, de centenas de formas diferentes, então… você simplesmente tem que deixar sua mente aberta e alerta e… Porque muito disso é dar opções. Porque você não ouve os outros atores, você não interage com eles, então você simplesmente está dando falas diferentes para que eles possam misturar com as performances dos outros atores.

Certo. Pergunta pegadinha. Quem é o seu Drácula favorito?

SC: Bela Lugosi.

Claro.

SC: Certo.

Você já disse que esse personagem era baseado em Bela Lugosi e Ricardo Moltabán.

SC: Não, eu não baseei neles, mas alguém me disse que era isso que parecia… e eu acho que é bem preciso. Eu não entrei pensando nisso, mas eu acho que acertaram.

Eu amo a versão de Leslie Nielsen de Bela Lugosi.

SC: Claro.

Como você acha a voz? Você se grava falando e depois ouve, ou simplesmente…?

SC: Não, nós fomos à primeira sessão e simplesmente começamos a brincar com a voz. Com sotaques diferentes. Nós não sabíamos como seria a voz do personagem, nós sabíamos… Eu sabia que eu queria que ele fosse vagamente intimidador… meio assustador, mas não muito. Assustador engraçado. E foi a voz que fez os meus filhos rirem mais, então eu pensei que essa era a que estava dando certo.

Você chorou ao assistir ao episódio final da "The Office"?

SC: Não. Não, você chorou?

Eu ainda não assisti, na verdade.

SC: Você acha que vai chorar?

Eu não sei.

SC: Você acha que vai chorar? Você vai…? Você acha que eu sou um frouxa de algum tipo? Por isso está dizendo isso?

Não. Claro, você tem…

SC: Você chorou em "O Mágico de OZ"? Você viu esse?

"O Mágico de OZ"? O velho ou o novo?

SC: O velho.

Não, eu não chorei.

SC: Não chorou?

Não.

SC: Então, você é bem durão. Você é um durão.

Tudo bem. Claro, você tem "Foxcatcher"pra sair agora.

SC: Sim.

Neste ano. É o primeiro drama sério que você faz?

SC: É bem sombre. Em "The Way, Way Back", eu interpreto… É uma comédia, mas eu interpreto um papel sombrio nesse filme também. Eu acho que é a coisa mais séria que eu já fiz. "Pequena Miss Sunshine"era um híbrido de comédia e drama. Mas "Foxcatcher" é bem sombrio e é uma história real, então há muita responsabilidade lá, eu acho.

E é a sua chance com o Oscar?

SC: Deus, eu não sei. Eu só espero que o filme saia bom. Eu vou ver em umas duas semanas para ver onde estão.

Certo.

SC: Mas… Trabalhar com alguém como Bennett Miller, Mark Ruffalo e Channing Tatum. Foi realmente de alto escalão.

Certo, muito obrigado.

SC: Obrigado.

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.