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João e Maria - Caçadores de Bruxas | Omelete Entrevista Tommy Wirkola

Diretor conta como teve a ideia para o filme

Equipe Omelete
21.01.2013
13h49
Atualizada em
21.09.2014
17h18
Atualizada em 21.09.2014 às 17h18

Em uma entrevista exclusiva, Marcelo Hessel conversou com Tommy Wirkola, diretor de João e Maria - Caçadores de Bruxas (Hansel e Gretel - Witch Hunters). No bate-papo, o diretor falou sobre os efeitos de computador e práticos do filme, se haverá sequência e o motivo de um troll se chamar Edward.


Oi, Tommy, prazer em conhecê-lo.

Tommy Wirkola: Igualmente.

Obrigado por estar aqui.

TW: Claro.

Paramount falou com você sobre esse filme depois que você fez "Zumbis na Neve", certo? Como foi esse primeiro contato?

TW: Bom, eu tive essa ideia há muito tempo sobre "João e Maria". Eu, na verdade... Quando eu estudei cinema na Austrália... e tínhamos uma classe em que apresentávamos um projeto para o professor. Você apresenta a sua ideia. Você finge que ele é um produtor de Hollywood e, basicamente, você tem um minuto para vender uma ideia para ele. E isso foi seis ou sete anos atrás. E fui falar com ele e falei sobre minha ideia de João e Maria, 15 anos depois, e eles se tornam caçadores de recompensa. E o professor falou para mim: "Tommy, nunca mais fale sobre isso, até estar na frente de um produtor de Hollywood e eu garanto que você vai vender a ideia." Então, eu não falei mais sobre isso e eu fiz alguns filmes na Noruega, eu fiz "Zumbis na Neve". E "Zumbis na Neve" foi para o Festival de Sundance e eu fui convidado para Hollywood e, no meu primeiro dia, eu contei essa ideia para os meus produtores, e eles quiseram produzir o filme.

É engraçado porque, hoje, Os Irmãos Grimm, parecem estar na moda. Há a série de TV e os outros filmes. Você acha que esses são bons materiais de pesquisa para este tipo de filme sangrento?

TW: Sim, eu acho. Para mim foi... Eu amava esta história enquanto estava crescendo. Era o meu conto de fadas preferido e eu costumava ouvi-lo em uma fita, na cama. E era... É tão sombrio. É muito violento e doentio e... Para mim, foi pegar esta história básica e aqueles personagens e aquele mundo, e tentar colocar mais humor nela, com o meu senso de humor, basicamente. E sim, são simplesmente ótimas histórias.

E o filme é muito sangrento. Eu sei que a Paramount testou as duas versões, para menores e para maiores. Você participou da decisão sobre isso?

TW: Bom, na verdade, eles não testaram censura 13 anos e censura 17 anos. Nós testamos duas versões diferentes para censura 17 anos. Uma era moderada e outra era bem forte, e, por sorte, foi aprovada a mais forte. Eu sempre prefiro a mais forte, mas foi interessante testar. Ver se as pessoas respondiam ao sanguinário ou não, e eles realmente gostaram quando derramamos o sangue.

Você teve que lutar pelo tipo de filme que gostaria de fazer?

TW: Não, porque testamos as duas versões e não havia dúvida pelo que o público preferiu, e o que eu preferi e os meus produtores. Então, sempre quisemos a versão sanguinolenta e não teve nenhuma luta.

Há muitas coisas computadorizadas. Sangue computadorizado. E muitos efeitos práticos também.

TW: Sim.

Você prefere um ao que o outro?

TW: Eu prefiro efeitos práticos, muito mais. E, na verdade, nós tentamos ao máximo deixar tudo prático e só usar o computador para melhorar o que capturamos na câmera, mas às vezes é simplesmente impossível. Nós temos alguns objetos de cena que não dá para fazer com efeitos práticos. Mas eu sempre prefiro fazer prático, se eu posso. Foi assim que eu aprendi. Na produção de filmes na Noruega, nós não temos dinheiro para outra coisa, então temos que fazer de forma prática e eu gosto disso.

Neste filme, você tem um troll chamado Edward, que é o melhor nome para um troll. Você está gozando "Crepúsculo", certo?

TW: Não, na verdade, não. Eu não sei. Na verdade, isso vai parecer estranho, mas eu nem pensei nisso quando eu pensei no nome. E dei o nome por causa de Edvard Munch. Eu simplesmente achei engraçado um troll com um nome muito sofisticado. Não havia mais nada por trás, na verdade, mas, agora, há humor nisso sim. Eu quero fazer uma camiseta com "Team Edward", mas com o meu Edward nela.

Certo. Você é "Team Edward", então?

TW: Sim.

Ele é interpretado por Derek Mears, que também é famoso por fazer Jason, no último "Sexta-feira 13". Como você acabou trabalhando com ele? Alguém indicou ele?

TW: Sim. Ele simplesmente veio... Spectromotion foi quem construiu o troll. E eles o recomendaram para fazer o troll. E, basicamente, ele atuou dentro da fantasia do troll. E temos cinco caras controlando o rosto dele pelo controle remoto. Então, ele estava dentro da fantasia. Foi um trabalho muito difícil para Derek. A fantasia era muito pesada. E a cabeça é muito pesada e tem uns motores dentro também, então ele, basicamente, não conseguia respirar. Foi um grande desafio e demora muito tempo para filmar com um troll animatrônico. E, claro, porque Derek está dentro, ele cansa facilmente porque é muito exaustivo. Mas eu acho que vale a pena. Eu realmente adoro o visual do troll no campo, na câmera.

É engraçado porque este filme termina igual a "Os Vingadores", com a arma apontando para a câmera. Você acha que a Paramount pode  transformar isto em uma franquia? É possível ou...?

TW: Quem sabe? Nós só fizemos para um filme, mas, claro... se as pessoas gostarem, sempre há uma chance de se fazer mais. Eu acho que seria um mundo legal para se voltar, mas ainda não pensamos sobre isso. Mas seria legal.

Certo. Muito obrigado.

TW: Sim, obrigado.

 

 

 


João e Maria - Caçadores de Bruxas
estreia 25 de janeiro nos cinemas.

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