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Ender's Game – O Jogo do Exterminador | Omelete Entrevista Asa Butterfield e Viola Davis

Atores falam sobre como foi fazer o filme

Equipe Omelete
10.12.2013, às 16H08
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 17H22
ATUALIZADA EM 21.09.2014, ÀS 17H22

Marcelo Hessel conversou com Asa Butterfield e Viola Davis sobre Ender's Game – O Jogo do Exterminador (Ender's Game). Eles falam sobre como foi gravar majoritariamente com fundo verde, Sir Ben, a decisão do papel de Viola e a importância do filme.

 

Olá Asa, muito prazer.

Asa Butterfield: Como você está?

Claro, a sala de batalha é uma parte muito importante, quanto dela é feita por computador?

AB: Praticamente tudo, menos a gente, alguns outros atores e obstáculos, todo o resto era uma tela verde então não tínhamos muito com o que reagir.

Viola Davis: É muito desafiador porque pra mim, eu nunca sei o que eu estou fazendo, quero dizer, não é como lidar com um telefone, é lidar com um incrivelmente avançado instrumento dentro de uma nave espacial que ainda não foi inventado. Então seria diferente se você soubesse "ok, é assim que se usa o teclado". Eu fiquei tão surpresa quando vi o resultado final do filme, eles fizeram um trabalho tão bom com os efeitos na computação gráfica

Você fez muitos gestos com as mãos no filme, isso é algo que você criou? Ou...

AB: Sim, digo, quando eu estava fazendo as coisas na sala de simulação e tal existem maneiras que você deve pensar, não se pode só balançar seus braços por aí, o time de efeitos especiais precisa de algo pra trabalhar, não parece que você estava fazendo algo deliberadamente, então cada uma das suas ações na sua mente precisam ter um propósito então se você faz esse tipo de coisa, pode ser abrir uma equação, fechá-la, mandá-la pra lá, aí fizemos essa coreografia onde eu podia criar certos movimentos para fazer certas ações e mesmo que eu não via nada, eu usava a imaginação.

E é o segundo filme que você fez com Ben Kingsley, ele te faz chamá-lo de "Sir Ben" no set?

AB: Todos chamam ele de "Sir Ben", sim, mas... ele é incrível, nos damos muito bem, e ele é uma pessoa incrível e também é um ator incrível. Ele sempre foi uma inspiração pra mim como um jovem ator, e foi legal ter outro inglês no set, também.

No livro não existem muitas mulheres no serviço militar e nunca fica claro se Major Anderson é homem ou mulher, então como você se sente escalada para esse papel?

VD: Eu acho certo, e acho que é muito atual porque muitas mulheres estão no serviço militar e estão em altas posições, e acho que a personagem precisava de um toque feminino porque ela representa algo que é feminino que é a vida emocional, o código moral, o lado espiritual no argumento da discussão com Graff, então acho que precisava de uma mulher.

É um filme para crianças, mas também é um filme sobre crianças aprendendo a fazer guerra à distância, é muito político. Você acha importante fazer um filme como esse?

VD: Sim, acho que o máximo que você pode pedir de filmes e de atores, porque acho que muitas vezes as pessoas se enganam sobre isso as vezes elas põem muita pressão sobre nós. O máximo que você pode pedir da arte é ser provocado, é apresentar algo provocativo que acorde as pessoas, conseguir algo para que os corações deles tenham convicção de algo, talvez algo que faça com que eles vejam uma situação de maneira completamente diferente, algo que os toca e isso é tudo o que você pode fazer, não tem nenhum jeito de mudar todo pensamento de uma cultura com um filme, mas acho que com esse filme, e com essa narrativa, está muito provocador.

 

Ender's Game - O Jogo do Exterminador estreia dia 20 de dezembro nos cinemas

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