Interview with the Vampire, The Boys e Star Wars: Visions (Reprodução/Montagem Omelete)

Créditos da imagem: Interview with the Vampire, The Boys e Star Wars: Visions (Reprodução/Montagem Omelete)

Séries e TV

Lista

13 séries incríveis que poderiam ter feito o Emmy 2023 ficar menos chato

De The Boys a Entrevista Com o Vampiro, passando por Star Wars: Visions e Chucky

Omelete
1 min de leitura
12.07.2023, às 16H44.
Atualizada em 12.07.2023, ÀS 16H59

A revelação da lista de indicados ao Emmy 2023, na tarde de hoje (12), deixou uma grande pergunta no ar: do quê adianta a indústria televisiva americana produzir mais de 500 temporadas de séries por ano se apenas uma mão cheia de títulos vai ganhar reconhecimento na maior premiação do ramo? Nada mais emblemático desse dilema, inclusive, do que a categoria de melhor ator coadjuvante em série dramática - são oito indicados, mas todos eles vêm de apenas duas séries: The White Lotus e Succession.

Junto de poucos outros títulos (The Last of Us, Ted Lasso, The Bear), essas duas produções da HBO dominaram as indicações de tal forma que pode ter feito o fã de cultura pop pensar: só tem isso de série boa na TV? A resposta, claro, é um sonoro “não”, e o Omelete selecionou 13 séries que provam isso sem sombra de dúvida.

Garota da Lua e o Dinossauro Demônio

Nós já explicamos por A+B por que Garota da Lua e o Dinossauro Demônio é a melhor coisa a sair do universo cinematográfico Marvel em muito, muito tempo - agora, esnobar a série até nas categorias de animação do Emmy foi sacanagem, hein?! Optando por velhas favoritas (Os Simpsons, Bob’s Burgers, Rick and Morty) que não estão mais em seu auge, a Academia perdeu a oportunidade de colocar o holofote em uma série estreante que abre novas perspectivas para a animação televisiva. Sem contar que o elenco de vozes (especialmente Diamond White e Laurence Fishburne) merecia mais atenção!

Interview with the Vampire

Esta adaptação finalmente faz jus ao universo vampiresco sexy, temperamental e barroco criado por Anne Rice na literatura. Tendo em vista a produção caprichadíssima, que reconstrói a Nova Orleans do início do século XX com a pompa e criatividade que a ambientação merece, era de se esperar que pelo menos as categorias técnicas do Emmy se lembrassem de Entrevista Com o Vampiro - mas não foi o que aconteceu. Isso sem nem falar das atuações sublimes de Jacob Anderson, Sam Reid e Bailey Bass, que fazem as versões definitivas de Louis, Lestat e Claudia.

Schmigadoon!

O Apple TV+ até tentou aumentar as chances de Schmigadoon! no Emmy ao mudar a série das categorias de comédia para as categorias de variedade, mas a Academia barrou esse truque da plataforma de streaming. Talvez os votantes tenham ficado “mordidos” com a série por isso, mas que baita injustiça: ainda mais divertida e inteligente na segunda temporada, Schmigadoon! tem uma produção de ponta e um elenco simplesmente sensacional. É sério: veja Dove Cameron imitando Liza Minnelli em Cabaret e me diga como ousaram negar um Emmy a essa mulher.

Evil

No fundo a gente sabe que a série de Robert e Michelle King, que já foram queridinhos do Emmy com sua The Good Wife, é “fora da caixinha” demais para o Emmy. Mas não dá para excluir Evil da lista: essa história perversa e excitante sobre um trio de investigadores sobrenaturais que aos poucos se envolvem com forças demoníacas merecia muito ser reconhecida por sua audácia moral e narrativa, pela performance eletrizante e complexa de Katja Herbers, ou pelo menos pelo quanto Michael Emerson se diverte interpretando o temível (e patético) vilão Leland Townsend - facilmente um dos melhores antagonistas da TV americana atual.

Physical

Caminhando para sua terceira e última temporada (o que significa que o Emmy ainda terá mais uma chance de reconhecê-la), Physical é simplesmente uma das comédias mais fascinantes e inteligentes da atualidade. Com uma reconstituição de época bem humorada e bem pesquisada, uma performance central galvanizadora de Rose Byrne e um roteiro ousado que aborda questões sérias como imagem corporal e distúrbios alimentares sem perder a esperteza política, só faltou mesmo a série encontrar o seu público… e algumas indicações ao Emmy teriam ajudado muito, viu?

Mrs. Davis

Talvez tenha sido aquela matéria expondo o ambiente de trabalho tóxico na sala de roteiristas de Lost, a primeira comandada por Damon Lindelof, mas ignorar totalmente a sua minissérie Mrs. Davis é ignorar outros trabalhos brilhantes: da protagonista Betty Gilpin, que entrega mais uma performance perfeitamente calibrada entre ironia e autenticidade emocional; da direção e do design de produção, que constroem um mundo futurista imensamente mais assustador por ser inteiramente crível. Não custava nada, né, Academia?

Servant

Bizarro pensar que o timaço de diretores responsável por transformar Servant em uma das séries mais estilisticamente brilhantes de sua era nunca recebeu uma única indicação ao Emmy. Ainda mais triste é perceber que este ano era a última chance da Academia reconhecer a criação temperamental de Tony Basgallop e M. Night Shyamalan, seja por seus roteiros cheios de subtons psicossexuais e sociológicos, seja pelo trabalho gargantuesco de Lauren Ambrose como a iludida protagonista Dorothy. Criminoso!

Chucky

Pode rir se você quiser: aqui nós somos fãs declarados de Chucky, a série que resgata e eleva a franquia Brinquedo Assassino ao seu lugar merecido de narrativa queer emblemática. Seja a maestria de Don Mancini na condução de sua mitologia, os deleites camp de Jennifer Tilly no papel de sua carreira (toma essa, Tiros na Broadway!) ou a dublagem multifacetada de Brad Dourif como as muitas versões do personagem título… se a Academia fosse um pouco mais receptiva ao terror, Chucky seria presença garantida no Emmy.

Periféricos

Antes de se perder em muitas curvas narrativas duvidosas, Westworld era uma queridinha do Emmy, então por que Periféricos - dos mesmos criadores, Lisa Joy e Jonathan Nolan  - foi totalmente ignorada pelos votantes? Pedigree não falta: inspirada em livro do mestre do sci-fi contemporâneo William Gibson, com atores do calibre de Chloë Grace Moretz e T’Nia Miller entregando tudo de si e valores de produção altíssimos para recriar o(s) mundo(s) futurista(s) onde se passa a história, a série talvez precise de mais tempo para ganhar tração na Academia.

A Jornada de Jin Wang

Como pode uma série que inclui o trio de protagonistas de Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, o filme mais premiado do Oscar 2023, e lançada pouco depois dessa mesma cerimônia, passar tão despercebida? Aqui no Omelete nós tentamos te avisar que a produção do Disney+ coestrelada por Michelle Yeoh, Ke Huy Quan e Stephanie Hsu valia muito a pena, com seus visuais estonteantes e roteiro profundamente conectado com a fascinante mitologia chinesa. Com o Emmy também deixando A Jornada de Jin Wang de lado, parece que a série vai continuar mesmo como uma pérola não descoberta.

Star Wars: Visions

Se Andor e até Obi-Wan Kenobi conseguiram vagas no Emmy representar a franquia Star Wars, por que não recompensar o trabalho brilhante da antologia Visions, que devolveu à saga criada por George Lucas o senso de grandeza e diversidade de tons que faltou em outras produções recentes? Não faltavam opções: visto que cada um dos episódios da série é produzido, dirigido e escrito por uma “grife” de animação diferente ao redor do mundo, o Emmy poderia muito bem ter selecionado a equipe que mais se destacou este ano para premiar.

Gêmeas: Mórbida Semelhança

Quer dizer que não sobrou espacinho nenhum no Emmy para a série que ousou refazer um filme de David Cronenberg e conseguiu não só evitar a ira dos cinéfilos como melhorar o trabalho do diretor? Pois é, Gêmeas: Mórbida Semelhança enfeitiçou virtualmente todo mundo que resolveu dar uma chance a ela - mas a Academia, talvez avessa ao horror corporal e psicológico da história, talvez imune aos apelos sáficos da sempre brilhante Rachel Weisz, não entrou nessa conta. Que pena!

The Boys

O que mais The Boys precisa fazer para ganhar a simpatia do Emmy? A Academia já provou que não se importa com violência e sexo (vide Game of Thrones), e também que super-heróis têm espaço na premiação (vide WandaVision), então como explicar a esnobada para aquela que foi a mais madura e interessante temporada da série do Prime Video até hoje? Só o marasmo das indicações desse ano mesmo para justificar.

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