DVD e Blu-ray

Crítica

Wall-E: Crítica do blu-ray do filme

Um dos melhores filmes do ano inaugura nossas críticas do formato de alta resolução

Érico Borgo
29.12.2008
00h00
Atualizada em
21.09.2014
13h43
Atualizada em 21.09.2014 às 13h43

Wall-E é um dos melhores filmes de 2008 e já o exaltamos em nossa crítica (leia aqui). Assim, nada melhor para a primeira crítica de blu-ray do Omelete que essa incrível animação longa-metragem da Disney/Pixar.

O blu-ray é o sucessor do DVD, o novo formato de home-video com seis vezes mais qualidade de imagem que o antigo "Digital Video Disc". Se essa diferença é imperceptível em uma televisão normal de tubo, nos aparelhos LCD ou plasma, especialmente os Full HD equipados com cabo digital (HDMI), a resolução salta aos olhos sem qualquer comparação com o DVD. Wall-E, um filme criado para aproveitar-se de toda essa qualidade e que foi projetado em salas digitais, fica especialmente belo nessa tecnologia. Sua transferência para o formato é simplesmente irretocável e a experiência de assisti-lo, cristalino, em casa é quase tão boa quanto nas telonas.

blu-ray wall-e

None

blu-ray wall-e

None

O problema é que os discos blu-ray ainda não estão sendo fabricados no Brasil, o que força todas as distribuidoras a importá-los. No caso de Wall-E isso torna-se um problema para os colecionadores, pois a versão lançada nos Estados Unidos é dupla - e a Buena Vista Home Entertainment brasileira optou por trazer apenas UM dos discos. Ou seja: A maioria dos extras acabou perdida. Pra piorar: Com as versões nacionais custando uma média de 100 reais por aqui, a versão importada dupla por 129,90 reais e as incríveis promoções da Amazon.com (Wall-E duplo em blu-ray estava por absurdamente baixos 19,90 dólares dia 27/12) compensa mesmo é comprar lá fora. Mesmo com o frete e o imposto de importação, o preço sai igual ou menor! E a maioria dos filmes lançados por lá tem legendas em português...

É a velha mania das distribuidoras nacionais de fazer sua "economia burra"... Como se os consumidores não prestassem atenção no que estão comprando e não comparassem. E depois reclamam do mercado.

Veja só o que você está perdendo com a edição nacional: "BnL Shorts" - vídeos sobre a Buy n Large Corporation; "Lots Of Bots Storybook", livro de histórias interativo; "Making Of"; "Bot Files", os arquivos dos robôs de Wall-E; "Cenas removidas"; "Animation Sound Design: Building Worlds From The Sound Up", um documentário sobre o processo criativo do lendário Ben Burtt em Wall-E; "The Axiom Arcade", games; "A história da Pixar", "3-D set fly-throughs", cenários sob novos ângulos; e o "BD-Live", a nova experiência do blu-ray que permite que pessoas assistam aos seus blu-rays simultaneamente em locais diferentes e discutam através da internet durante o filme. E mais...

Sem esses extras, o material do Disco 2, sobrou por aqui o (divertido) curta inédito BURN•E, o (excelente) curta de cinema Presto e duas trilhas de comentários, uma só em áudio "comentários dos geeks" e a "Cine-Explore", com comentários em vídeo e imagens de diretor Andrew Stanton. Só. Essa última, aliás, sequer tem legendas.

Fica a ressalva também à colocação de meia-dúzia de trailers antes do menu do filme - o que força quem não sabe como burlar esses conteúdos prévios a apertar DEZ VEZES o botão de "próxima faixa" para começar o filme.

Enfim, um produto de altíssima tecnologia, ainda que mutilado, para um filme fantástico. Resta torcer para que estúdios e distribuidoras nacionais parem de tratar seus acervos e consumidores dessa maneira, algo que só vai apressar a extinção do mercado de home-video, fadado a ser substituído pela transmissão digital.

Nota do Crítico
Excelente!