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Duna é "impressionante", mas tem problemas no roteiro, dizem críticos; veja

Reações após a exibição do longa de Denis Villeneuve no Festival de Veneza foram divididas

Caio Coletti
03.09.2021
22h36

A exibição de Duna no Festival de Veneza 2021 foi recebida com elogios e críticas na mesma medida pelos jornalistas que compareceram. A maior parte dos reviews publicados na mídia internacional destaca a parte técnica do longa, mas aponta problemas no roteiro, especialmente na segunda parte.

Veja alguns trechos:

  • Owen Gleiberman (Variety): "Eis uma definição útil de um bom filme de ficção científica e fantasia: é um filme em que a construção de mundo é incrível, mas não mais essencial do que a narrativa. [...] Visto sob esse prisma, Duna é um filme que ganha cinco estrelas em construção de mundo, mas duas estrelas e meia em narrativa."
  • David Ehrlich (Indiewire): "Apesar da visão inspiradora de Villeneuve, ele perde de vista o motivo pelo qual a obra-prima de ficção científica de Frank Herbert merece todo este espetáculo. Essas são as dificuldades de fazer um filme tão enorme que nem mesmo o diretor pode enxergar além dos seus sets."
  • Scott Collura (IGN): "Este é um filme tecnicamente brilhante, visualmente maravilhoso, com um elenco de primeira categoria e conceitos de ficção científica profundos. Que pena, então, que ele se arraste tanto em sua segunda metade."
  • Richard Lawson (Vanity Fair): "Talvez o material base, com o seu interminável glossário de termos descrevendo lugares, pessoas, tradições religiosas e sistemas políticos, seja denso demais para ser traduzido em algo cinematograficamente ágil. O filme de Villeneuve parece apressado e arrastado ao mesmo tempo, com muitos diálogos de exposição e preparação acontecendo em torno de seus sets monolíticos."
  • Ben Travis (Empire): "Duna é uma adaptação envolvente e impressionante (de metade) do livro de Frank Herbert, que vai encantar os seus fãs e fisgar neófitos com suas visões. Se a parte 2 nunca acontecer, será uma pena."
  • Clarisse Loughrey (The Independent): "Este é um filme gigante de forma literal e emocional, que sobrecarrega os sentidos. Se tudo ir bem, ele deve revigorar o legado do livro da mesma forma que a adaptação de O Senhor dos Anéis de Peter Jackson fez isso pelo trabalho de J.R.R. Tolkien." 

Na nova adaptação de Duna, Paul Atreides (Timothée Chalamet) é um aristocrata cuja família aceita controlar o planeta-deserto Arrakis, produtor de um recurso valioso e disputado por diversas famílias nobres. Ele é forçado a fugir para o deserto - com a ajuda de sua mãe - e se junta a tribos nômades, eventualmente liderando-as por conta de suas habilidades mentais avançadas.

O livro de Frank Herbert é conhecido como uma das obras mais complexas da história da ficção científica, e já rendeu uma adaptação para as telonas dirigida por David Lynch, em 1984. No Brasil, os livros da franquia Duna são publicados pela Editora Aleph.

Duna estreia em 14 de outubro nos cinemas brasileiros e, de acordo com a janela de exibição, deve entrar 35 dias depois para o catálogo da HBO Max.

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